domingo, junho 28, 2026

Evento de alusão do Dia Nacional da Luta Antimanicomial chama atenção para conscientização popular


Jose Ferreira

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O evento em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, promovido durante a manhã desta quarta-feira (18), na Praça 8 de Abril, na Capital, foi um sucesso e teve como objetivo primordial chamar a atenção da sociedade cuiabana sobre a importância da conscientização popular em torno do tema. Diversos serviços foram oferecidos, como palestras orientativas por meio do Consultório de Rua, com aferição de pressão arterial e glicemia, bem como exposição de produtos artesanais produzidos pelos assistidos do Sistema Único de Saúde (SUS), aberto ao público em geral. 

A coordenadora técnica de saúde mental da Secretaria Municipal de Saúde, Darci Bezerra, classificou o evento como ‘portas abertas’, trazendo à tona os tratamentos preventivos e acolhedores concedidos pelos Centros de Atenção Psicossocial (CPAS) da cidade, a todas as faixas etárias, desde crianças, até idosos. 

“Esse é um movimento que realizamos todos os anos e buscamos nos superar em cada um deles. Convidamos e trazemos até a comunidade os serviços, trabalhadores, familiares e residentes terapêuticos, os quais o Município cuida. É um momento de fazer integrações, divulgar e publicizar os serviços de saúde mental e o acesso também, reivindicando e ouvindo as melhorias que precisam ser feitas na rede de saúde municipal. Nós, enquanto trabalhadores, estamos atuando para o fortalecimento e ampliação para todos os cuiabanos”, declarou. 

Aproximadamente 58 pacientes em fase de tratamento vivem atualmente sob a tutela da Prefeitura de Cuiabá, os Residentes Terapêuticos, divididos em seis grupos, todos geridos pela gestora geral, Deisa Prado. Segundo ela, há motivos para se comemorar, por meio da evolução do quadro clínico de alguns deles, possibilitando, principalmente, o retorno ao seio familiar. “Temos pessoas que moram sozinhas, trabalham e sustentam suas casas, já estão em fase avançada de seus protocolos, graças a esse trabalho. É essencial para nós que a população tenha conhecimento da existência deles, facilitando a inclusão social”, frisou. 

Um dos usuários, Valdeir dos Reis, relatou que sua vida mudou, em todos os aspectos, desde que deu entrada na rede municipal de saúde. Atualmente ele confecciona bolsas e tapetes de crochê para vender, motivo este que tem auxiliado de forma positiva em sua recuperação. “Eu gosto das cuidadoras, elas são como mães para mim, cuidam com todo amor e me ajudam na produção dos acessórios. Esta é uma nova chance que estou tendo. Estou muito feliz”, finalizou. 

O movimento ocorreu durante todo o período matutino e, de acordo com os organizadores, uma média de 150 pessoas compareceram ao local. Estiveram presentes, a presidente do CAPS Adolescer, Rosilei de Capillé e a ativista da causa, a psicóloga Maria Aparecida Fernandes. 

 

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