sexta-feira, maio 1, 2026

Um dia após privatização, refinaria aumenta preço do gás de cozinha

Refinaria REMAN da Petrobras
Redação 1Bilhão

Refinaria REMAN da Petrobras

Um dia após a conclusão da venda da Refinaria Isaac Sabbá (Refinaria de Manaus — Reman), na última quarta-feira (30) o consumidor da região Norte já está pagando mais caro pelo gás de cozinha.

Desde ontem, 1/12, o produto foi reajustado pelo novo proprietário da refinaria — a empresa amazonense Ream Participações S.A., do grupo Atem. O GLP teve aumento de 93 centavos por quilo. E o preço pode subir ainda mais em 2023, conforme admitiu a Atem.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG 

Em Boa Vista (Roraima), alguns revendedores já adotaram o novo preço, que chega até R$ 135 o botijão de 13 quilos. Na semana passada, o valor médio do gás de cozinha praticado no estado nortista era de R$ 121,03, o quinto mais caro do Brasil, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

“A venda da Reman e seus ativos logísticos foi concluída no apagar das luzes, a 30 dias da posse do novo governo, criando mais um monopólio regional privado contra o cidadão brasileiro. A refinaria foi vendida a preço de banana por uma administração especialista em liquidação do patrimônio público”, ressaltou o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar.

A Reman, que abastece a região Norte, foi vendida pela Petrobrás por US$ 257,2 milhões. A operação é questionada na Justiça pela FUP, Anapetro (Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobrás) e Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros do Estado do Amazonas). Além de ação popular, há ainda reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Congresso Nacional. A questão foi levada também à equipe de transição do governo eleito e encaminhada ao Ministério Público do Tribunal de Contas da União (MPTCU).

O advogado Ângelo Remédio, da Advocacia Garcez — que representa os petroleiros na ação — explica que está em fase de julgamento ação jurídica contra a venda da refinaria, com questionamentos sobre o valor de venda e criação de monopólio regional privado, prejudiciais ao consumidor e à economia local.

Há também questionamentos por parte dos petroleiros e da sociedade civil contra isenção fiscal de PIS e Cofins, que já gerou cerca de R$ 1,5 bilhão em economia para a Atem por não arrecadação de impostos”. A medida a favor da empresa conta com liminar desde 2017, que não foi julgada até hoje.

Fonte: IG ECONOMIA

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Setasc promove debate sobre fortalecimento do Ligue 180 e proteção às mulheres nos municípios

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Políticas Públicas para as Mulheres (Sappm), promoveu nesta...

Governador determina retomada de contratos do Samu na Baixada Cuiabana

O governador Otaviano Pivetta determinou, nesta quinta-feira (30.4), a retomada dos contratos dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que haviam...

Obras dos três novos Hospitais Estaduais avançam em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) tem avançado na construção dos três novos Hospitais Estaduais: no Araguaia (em Confresa), em Juína e em...

Batalhão Ambiental fecha garimpo irregular e apreende máquinas

Equipes do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental fecharam, nesta quinta-feira (30.4), um garimpo ilegal, na zona rural do município de Várzea Grande....