sexta-feira, junho 12, 2026

Sírio-Libanês volta a dedicar duas alas inteiras a pacientes com Covid


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Duas alas são dedicadas a pacientes com Covid-19 no Hospital Sírio-Libanês
Banco de Imagens

Duas alas são dedicadas a pacientes com Covid-19 no Hospital Sírio-Libanês


O Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, voltou a dedicar duas alas inteiras para pacientes com Covid-19. Trata-se de uma medida não vista no hospital desde abril deste ano, época em que a prevalência de testes positivos para Covid-19 não ultrapassava 10% dos exames realizados, hoje a contagem chega a 30%.

Felipe Duarte, gerente da área de Pacientes Internados e Práticas Médicas do Sírio-Libanês, diz que a adoção está relacionada à segurança das pessoas no hospital, inclusive às que não são identificadas com o coronavírus. 

A princípio, com poucos casos, havia a possibilidade de atender os pacientes positivados para a doença em leitos especiais, com pressão negativa. Como aumento de casos, contudo, não foi possível manter o mesmo sistema, abrindo a necessidade de que alas exclusivas fossem criadas.

“Até então, utilizamos os quartos em que a pressão do ar é inferior a dos ambientes externos, o que impede a dispersão do vírus em corredores ou outras áreas do hospital. Essa é uma estrutura que temos, mas nem todos os leitos são assim. Então, para acomodar os pacientes com maior segurança (diante do aumento de fluxo de infectados), lançamos mãos de áreas dedicadas”, diz Felipe.

Atualmente, são duas alas exclusivas aos pacientes com coronavírus. São dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva e outros 24 de internação comum, com menor complexidade. 

O hospital ainda observa uma tendência de alta nas internações mais recentemente, embora ainda sem comparação com o que se viu com a primeira onda da variante Ômicron, identificada em janeiro.

“Temos a sensação que há uma nova onda de Covid-19. A fatia de casos de infecção pelo coronavírus dentro do grupo de pacientes com síndrome gripais vem crescendo nas 2 a 3 últimas semanas. Os dados se aproximam do que observamos em fevereiro, quando saímos daquela bagunça causada pela explosão de casos de janeiro”, diz.

O especialista diz que os pacientes internados, em geral, são pessoas com mais idade e comorbidades, perfis que são tradicionalmente mais afetados pela Covid-19. 

Ele também diz que, em geral, os casos que aparecem no hospital têm menos gravidade e, por exemplo, não indicam a necessidade de que o paciente seja entubado, algo bem mais comum em meses antes da ampla vacinação contra o vírus.

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Fonte: IG SAÚDE

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