segunda-feira, junho 22, 2026

Após denúncias de assédio, Guimarães deve ser substituído por mulher

Daniella Marques
Ministério da Economia

Daniella Marques

É aguardada para esta quarta-feira (29) a saída do presidente da Caixa , Pedro Guimarães, após o site “Metrópolis” revelar diversas  denúncias de assédio contra o executivo. O presidente Jair Bolsonaro considerou  “inaceitáveis” as acusações e já escolheu a substituta para o cargo, segundo o colunista do GLOBO, Lauro Jardim. 

A atual secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, deve gerir o banco. Na pasta de Paulo Guedes, ela havia ocupado o posto de Adolfo Sachsida, que agora é ministro de Minas e Energia. 

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Daniella é uma espécie de braço-direito de Paulo Guedes. Trabalhava com ele na Bozano Investimentos e foi levada ao ministério da Economia inicialmente como sua assessora especial.

A ideia de colocar uma mulher é vista como uma tentativa de recativar o eleitorado feminino e mostrar que o presidente Bolsonaro não compactua com denúncias de assédio sexual. 

Guimarães é próximo a Bolsonaro e uma das figuras mais frequentes nas viagens presidenciais. Nesta terça-feira (28), ele esteve em Maceió (AL) em cerimônia de entrega de 1.220 moradias.

O dirigente tinha na agenda desta quarta-feira (29) uma entrevista coletiva a jornalistas nesta quarta-feira para falar sobre estratégias do banco, mas a assessoria de imprensa comunicou o cancelamento do evento na noite desta terça-feira.

Denúncias

Funcionárias da Caixa denunciaram Pedro Guimarães sob condição de anonimato para preservar a identidade das envolvidas. De acordo com a reportagem publicada nesta terça-feira, funcionárias do banco narram toques íntimos não autorizados, convites incompatíveis com a situação de trabalho e outras formas de assédio por parte de Guimarães. “Ele passou a mão em mim. Foi um absurdo. Ele apertou minha bunda. Literalmente isso”, relatou uma vítima. 

Nas entrevistas concedidas ao site, funcionárias do banco narram toques íntimos não autorizados, convites incompatíveis com a situação de trabalho e outras formas de assédio por parte de Guimarães. “Ele passou a mão em mim. Foi um absurdo. Ele apertou minha bunda. Literalmente isso”, relatou uma vítima ao Metrópoles.

Outra funcionária do banco detalhou um jantar em que Guimarães falou sobre a intenção de organizar um “um carnaval fora de época” onde “ninguém vai ser de ninguém. E vai ser com todo mundo nu’”. Outros presentes no local confirmaram as falas do executivo. As situações de assédio aconteciam, na maioria das vezes, em viagens do executivo como parte do programa Caixa Mais Brasil.

Fonte: IG ECONOMIA

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