sexta-feira, outubro 16, 2026

Shopee e AliExpress apoiam fim da isenção de imposto para importação

Shopee enviou carta de apoio ao ministro Fernando Haddad
Divulgação

Shopee enviou carta de apoio ao ministro Fernando Haddad

A Shopee e o AliExpress demonstraram apoio à decisão do Ministério da Fazenda de acabar com a isenção para transações internacionais avaliadas em até US$ 50 feitas entre pessoas físicas, afirmou nesta terça-feira (18) o ministro Fernando Haddad.

Na segunda-feira (17), a pasta recebeu presencialmente representantes do AliExpress, além de ter recebido uma carta da Shopee. Na carta, a empresa singapurense afirma que dá “total apoio” ao fim da isenção. Nesta terça-feira, porém, Haddad anunciou que a medida não será mais posta em prática pelo governo federal.

O ministro explicou que a isenção para transações internacionais avaliadas em até US$ 50 feitas entre pessoas físicas está sendo usada por uma empresa específica para “burlar a lei”, pagando menos impostos.

“Eu não cito o nome [da empresa que está infringindo a lei], não é por medo de represália, é porque, do ponto de vista protocolar, quem tem que autuar é a Receita Federal”, disse Haddad, em entrevista a jornalistas.

Segundo o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi quem pediu para que o caso seja resolvido apenas administrativamente, ou seja, com mais fiscalização da Receita Federal, e não com uma modificação de lei, que pode prejudicar pessoas físicas que agem de “boa fé”. “Não vai ser fácil [fiscalizar], porque essa brecha está sendo usada de má fé”, declarou Haddad.

E-commerces internacionais se posicionam

Na carta enviada a Haddad, a Shopee afirma que 85% das vendas realizadas dentro da plataforma no Brasil são entre vendedores e consumidores brasileiros, e que o objetivo da empresa é aumentar ainda mais essa porcentagem.

“A mais recente política anunciada sobre imposto de importação de produtos de baixo valor [o fim da isenção de impostos] está totalmente alinhada com a missão da Shopee de promover produtos locais e o empreendedorismo. Apoiamos totalmente esta decisão”, diz o texto.

“Eles [AliExpress e Shopee] acham que é uma prática desleal e eles não querem se confundir com quem está cometendo crime tributário”, afirmou Haddad. Perguntado se a Shein entrou em contato com a pasta para se posicionar sobre o tema, o ministro disse que não.

Mesmo diante do apoio das empresas internacionais, Haddad disse que o ministério vai seguir a recomendação de Lula e não mexer nos impostos. “A intenção de coibir a fraude permanece, mas sem a alteração da legislação atual”, disse.

Fonte: Economia

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Detran suspende cobrança do licenciamento de veículos roubados ou furtados em MT

Os proprietários de veículos roubados ou furtados contam com a suspensão automática da taxa do Licenciamento anual pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT). A...

Onça-pintada resgatada em Barra do Garças é transferida para santuário em Minas Gerais

Uma onça-pintada resgatada ainda filhote na região de Barra do Garças foi encaminhada para Minas Gerais nesta semana, como parte de um projeto de...

Secel apoia realização do segundo módulo de língua cigana em Tangará da Serra

Com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), será realizada a segunda etapa da “Oficina de Chibe: Reavivando a Língua...

Associações e cooperativas da agricultura familiar têm até 26 de outubro para se inscrever no MT Produtivo

Associações e cooperativas da agricultura familiar de Mato Grosso têm até 26 de outubro para se inscrever no MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade,...