Com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), será realizada a segunda etapa da “Oficina de Chibe: Reavivando a Língua Calon”, neste sábado (17.10), na Chácara WR, em Tangará da Serra.
O objetivo da oficina é garantir a preservação do “Chibe”, língua do povo cigano da etnia Calon e como os ciganos da etnia denominam a própria língua. O evento foi proposto pelo multiartista e produtor cultural, Aluízio de Azevedo, e conta com a parceria da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT).
Além de fortalecer e preservar a língua entre as comunidades ciganas de Mato Grosso, especialmente de Tangará da Serra, a iniciativa valoriza mestres da cultura que dominam fluentemente a língua, despertando nos jovens o desejo de conservá-la e o orgulho de pertencer à etnia Calon. O município tangaraense reúne a terceira maior comunidade cigana do Estado.
A programação foi elaborada pedagogicamente em diálogo com a cultura e a identidade Calon. O projeto conta com materiais didáticos inéditos desenvolvidos por uma equipe de consultoria pedagógica formada por mestres do idioma.
“A oficina foi estruturada em formato de gincana. A programação está muito leve e divertida, pensada com carinho para um público com idades entre cinco e 80 anos. Um dos materiais é o Caderno de Atividades em Chibe, que conta com exercícios linguísticos de fixação, como caça-palavras, complete e ligue as frases, numerais e dicas de gênero”, explica Aluízio.
De acordo com a presidente da AEEC-MT, Taize Aracelli Alves Caiado, o Chibe é um dos principais patrimônios culturais imateriais dos ciganos Calon e precisa ser reconhecido nos inventários de línguas brasileiras. “Esta é a segunda edição do projeto em Tangará da Serra, e queremos levar a iniciativa a outros municípios do Estado, principalmente Cuiabá e Rondonópolis, que reúnem grandes comunidades e também precisam fortalecer essa tradição”, ressalta.
Além da presidente da AEEC-MT, a oficina contará com a participação da primeira-secretária e da segunda-secretária da instituição, Irandi Rodrigues Silva e Orceni Rodrigues Angola, ambas integrantes da comunidade local. A programação cultural inclui apresentação especial do grupo de dança “Calins do Cerrado” e a exibição do documentário “Oficina de Chibe”, que registra a primeira edição do projeto, realizada em 2024.

