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Xande de Pilares diz ser fã de hard rock e avalia influências musicais

Xande de Pilares diz ser fã de hard rock
Reprodução/Instagram – 30.06.2022

Xande de Pilares diz ser fã de hard rock

Se você acha que Xande de Pilares só ouve samba, está enganado. O sambista, que acaba de lançar seu novo álbum audiovisual, “Pagode da Tia Gessy — Que Samba Bom”, cresceu ouvindo todos os gêneros musicais, como o som hard rock da banda alemã Scorpions, de quem ele é muito fã até hoje. Proibido pela mãe de sair de casa, ele passou grande parte da infância no Morro do Chacrinha, na Zona Norte do Rio, se distraindo com os discos da família.

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“Eu não podia sair de casa porque morava no morro. Minha mãe achava que se fôssemos pra rua iríamos pra vida do crime. Então ela me proibia de brincar com a molecada. Soltar pipa, rodar pião, bola de gude, esquece tudo isso. E olha que naquela época o pessoal do crime não deixava as crianças verem eles armados. E tinha outro lance que minha família fazia também: quem tinha nota azul no boletim ganhava brinquedo. Quando eles descobriram que eu gostava de música, meu brinquedo passou a ser LPs: The Fevers, Wanderley Cardoso, Elizeth Cardoso, Clara Nunes, Beth Carvalho…”, contou Xande ao posar para a capa da nova edição da revista “Traços”.


Com tantos discos em casa, a família do artista era mesmo musical. Seu avô, por exemplo, queria que Xande fosse pianista.

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“Lá em casa todo mundo gosta de música. Meu avô queria que eu fosse pianista, ele tinha uma sanfona verde. E foi ele que começou com essa história da ficha técnica. Ele falava: ‘Não se toma um remédio sem ler a bula. Não se escuta um disco sem saber quem produziu, quem é o compositor, em que ano foi gravado, onde foi gravado, quem foi que trabalhou naquilo tudo’. A primeira vez que meu avô me falou de ficha técnica, eu nem sabia ler. O que eu gostava de ouvir era Ray Charles, Stevie Wonder, Jackson Five, Elton John, Gladys Knight, Scorpions, Bee Gees… Eu era internacional pra caramba”.

A revista “Traços” é vendida por pessoas em situação de rua ou extrema vulnerabilidade. A publicação, que circula pelo Rio e Niterói, já trouxe grandes artistas na capa como Teresa Cristina, Martinho da Vila, Zezé Motta, Marcelo D2, entre outros.

Fonte: IG GENTE

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