domingo, junho 28, 2026

Uso das áreas comuns frente ao Covid 19 e a gripe. O que fazer?


source

Por *Rodrigo Karpat

Com a chegada da variante Ômicron e do vírus h3n2, autoridades públicas e hospitais acionaram o alerta para o aumento avassalador de casos e internações por conta dos dois vírus em questão desde o fim do ano passado.

Com isso, condomínios não ficaram indiferentes a essa situação, o que fez com que síndicos e administradores fiquem com dúvidas do que pode ser feito a fim de proteger a coletividade.

condomínio de prédio
CHARLES SILVA DUARTE 13.03.12

É preciso que normas sanitárias sejam respeitadas em prol da coletividade

Primeiramente é preciso se dizer que não há nenhum de tipo de amparo em lei para o fechamento das áreas comuns agora, como ocorreu em outros momentos e que dependendo do que era disposto por cada municipalidade e/ou estado, por analogia, regras eram impostas no sentido do fechamento ou restrição no uso das áreas comuns.

Leia Também

De qualquer forma, diante de uma situação como essa, é mais do que salutar para o condomínio, que a gestão se preocupe e tente proteger a coletividade e, a melhor forma de fazer isso é trabalhar no sentido de informar os moradores, funcionários e prestadores de serviço sobre a situação e cuidados a se tomar. 

Antes de tudo, é preciso que as normas sanitárias sejam não só preservadas como intensificadas, sendo assim, espalhar nas áreas de circulação comum dispensers com álcool em gel, além de reforçar através de comunicados o uso constante de máscaras nestas áreas e procurar explicar a importância de se manter o distanciamento social, como, por exemplo, a questão do uso dos elevadores por pessoas da mesma família/unidade. Já os funcionários de limpeza precisam redobrar o cuidado na desinfecção das áreas, a fim de que tudo esteja sanitizado.   

Fora isso, é importante saber junto à coletividade quem está com algum tipo de sintoma ou contaminado para se ter uma ideia da situação do condomínio. Em caso de muitas pessoas estarem nessa situação, é válido a gestão convocar uma assembleia extraordinária de emergência a fim de debater a questão do fechamento das áreas comuns. Entendo que o melhor, a fim de evitar o desgaste, é propor não o fechamento, mas um regramento que vise a utilização desses espaços de forma consciente e tendo como meta o distanciamento social.

Tristemente estamos há quase dois anos vivendo com a pandemia, nesse sentido, moradores e funcionários já sabem de tudo que envolve as relações pessoais neste período, sendo assim, a fim de vencer essa questão e minorar a contaminação, é preciso que a gestão ponha em prática uma comunicação assertiva a fim de que a coletividade esteja ciente novamente do problema e que só com cooperação e respeito, será possível passar por mais essa fase da pandemia . *Rodrigo Karpat, especialista em direito imobiliário e questões condominiais. Membro da Comissão Especial de Direito Imobiliário da OAB Nacional.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Empresas devem adequar sistemas para novo CNPJ alfanumérico a partir de julho; confira orientação da Sefaz

Empresas de Mato Grosso devem se preparar para a adoção do novo modelo de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), que passará a utilizar...

Dois integrantes de facção criminosa são presos pela Polícia Militar em Cáceres

Policiais militares do 6º Comando Regional prenderam, na noite desta segunda-feira (22.6), dois integrantes de facção criminosa suspeitos por tráfico ilícito de drogas e...

Estudantes da Rede Estadual iniciam programa para formar pilotos civis em MT

O Governo de Mato Grosso realizou, nesta segunda-feira (22.6), a aula inaugural do Programa Estadual de Formação de Pilotos Civis – Decolando, iniciativa que...

Operação da Polícia Civil mira membros de facção investigados por homicídio em São Félix do Araguaia

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (23.6), a operação Infância Roubada, para apurar o homicídio de um jovem de 17 anos, que desapareceu em...