domingo, outubro 4, 2026

UE confirma retirada de 7 bancos russos do sistema Swift


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Bandeiras da União Europeia
Reprodução/Flickr

Bandeiras da União Europeia

O poder Executivo da União Europeia confirmou nesta quarta-feira (2) a exclusão de sete bancos russos do sistema Swift, uma plataforma de troca de informações entre a rede financeira internacional.

A medida vai atingir os bancos Novikombank, Otkritie, Promsvyazbank, Rossiya, Sovcombank, VEB.RF e VTB. A sanção, no entanto, não engloba o Gazprombank, principal veículo de transações envolvendo o gás russo, nem o estatal Sberbank, maior banco do país.

Inicialmente vista com reticência no Ocidente, a exclusão de instituições financeiras russas do Swift foi acordada por UE, Estados Unidos e Reino Unido no fim da semana passada. Já nesta quarta, a medida se tornou efetiva com o aval da Comissão Europeia.

“À velocidade da luz, a UE adotou pesadas sanções contra o sistema financeiro da Rússia, suas indústrias de alta tecnologia e sua elite corrupta. A decisão de hoje de desconectar bancos-chave da Rússia da rede Swift envia mais um claro sinal para Putin e o Kremlin”, disse a presidente do Executivo europeu, Ursula von der Leyen.

Segundo fontes de Bruxelas, a exclusão engloba 25% do sistema bancário russo, e a lista de bancos atingidos ainda pode aumentar. Além disso, o próprio Sberbank, alvo de sanções anteriores, anunciou sua saída do mercado europeu.

O Swift (Sociedade para Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais, na sigla em inglês) foi criado em 1973 e permite a transferência rápida de dinheiro entre bancos de diferentes países.

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Atualmente, mais de 11 mil instituições financeiras fazem parte dessa rede. O novo pacote anunciado pela UE nesta quarta-feira também proíbe o envio de euros para a Rússia.

Sanções

As sanções contra o regime de Vladimir Putin também já afetam as operações de empresas ocidentais na Rússia.

A americana Apple anunciou a suspensão das vendas de seus produtos no país e a remoção dos aplicativos dos veículos de mídia estatais RT e Sputnik de sua loja digital.

Já a petroleira americana Exxon Mobil vai se retirar gradualmente do mercado russo, enquanto a italiana ENI vai vender sua participação de 50% no gasoduto BlueStream, parceria com a gigante russa Gazprom.

A montadora Ford suspendeu suas operações no país por tempo indeterminado, enquanto a francesa Renault e a alemã BMW paralisaram suas fábricas em Moscou e Kaliningrado, respectivamente.

Além disso, a companhia alemã de logística DHL suspendeu as entregas na Rússia e em Belarus.

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