quinta-feira, abril 16, 2026

SP: novo método de sequenciamento do monkeypox economiza R$ 13,5 mil

Partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório
Reprodução/NIAD 13.08.2022

Partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório


O Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, implementou um novo método de sequenciamento do vírus monkeypox, causador da varíola dos macacos, inédito no país. A estratégia tem como principais benefícios a redução do custo, economia que chega a 13,5 mil reais por amostra, e a consequente maior capacidade de processamento de materiais, o que amplia a vigilância genômica e a eventual identificação de mutações no microrganismo.

“Apesar de o vírus monkeypox apresentar, em tese, menores taxas de mutação que os vírus de RNA, como o do novo coronavírus, a implantação de uma metodologia que diminua custos e possibilite a obtenção de um panorama genético de sua circulação de maneira mais ágil se constitui em uma importante ferramenta para auxiliar a investigação de eventuais mudanças no perfil da doença”, explica o médico infectologista e secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde do Estado de São Paulo, pasta à qual o laboratório é vinculado, David Uip.

Essa redução do valor investido em cada sequenciamento é porque a técnica utiliza uma espécie de filtragem para garantir que as amostras de DNA analisadas sejam quase totalmente compostas pela carga do vírus. Em comparação, o método antigo, chamado de metagenômico, envolvia menos de 5% do material genético do monkeypox, já que grande parte da coleta era misturada com DNA humano e bactérias do ambiente.

Para isso, são utilizados amplicons, fragmentos de DNA amplificados que atuam como uma espécie de imã atraindo o material genético do vírus durante a filtragem, e eliminando o restante. Assim, é possível analisar mais amostras completas do microrganismo com um número menor de sequenciamentos.

Segundo o epidemiologista e diretor do Centro de Respostas do Instituto Adolfo Lutz, Adriano Abbud, essa filtragem permite que o número de amostras processadas em cada sequenciamento chegue a 40 unidades, contra apenas 4 possíveis pelo método convencional. Consequentemente, os custos de cada amostra diminuem de 15 mil reais para cerca de 1,5 mil.

No último dia 25 de agosto, o Instituto Adolfo Lutz depositou no GISAID – banco de dados mundial para sequências de genoma – as primeiras 40 amostras sequenciadas com a nova metodologia.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG SAÚDE

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Alunos de projeto social do CBMMT conquistam nove medalhas em campeonato estadual de Jiu-Jitsu

Alunos do projeto social Bom-Jitsu, iniciativa do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT), conquistaram nove medalhas no Campeonato Mato-grossense 2026 de Jiu-Jitsu (GI),...

Arena Pantanal recebe segunda rodada do FIFA Series de futebol feminino nesta terça-feira (14)

A Arena Pantanal, em Cuiabá, recebe, nesta terça-feira (14.4), a segunda rodada do FIFA Series, com confrontos do futebol feminino internacional. A programação começa...

Sine Estadual oferta mais de 2.537 vagas de trabalho nesta semana

O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), está ofertando 2.537 vagas de emprego...

Sejus articula ações com instituições para ampliar vagas e fortalecer sistema prisional em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) sediou, nesta segunda-feira (13.4), uma reunião institucional com representantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e...