terça-feira, abril 21, 2026

RendA+ vale a pena? Tire dúvidas sobre o complemento à aposentadoria

RendA+ oferece complemento à aposentadoria
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

RendA+ oferece complemento à aposentadoria

O Tesouro Nacional, em parceria com a Secretaria de Previdência e a B3, lançou nesta segunda-feira (30) o RendA+ , novo investimento que funciona como um complemento à aposentadoria.

Com o RendA+, é possível investir a partir de R$ 30 por mês em títulos de longo prazo, pensando na velhice. Quando o título chega à sua data final, o investidor passa a receber uma renda extra mensal durante 20 anos.

Por exemplo, escolhendo um título do RendA+ para 2065 e contribuindo com R$ 30 por mês até lá, é possível ter uma renda extra de R$ 1,5 mil por 20 anos, que servirá para complementar a aposentadoria. A seguir, tire todas as suas dúvidas sobre o novo investimento.

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Qual o grande diferencial do RendA+?

Uma das grandes vantagens do RendA+ é ser fácil de investir. Os depósitos podem ser feitos via Pix e não são obrigatórios, ou seja, é possível ficar um mês sem investir ou colocar mais dinheiro quando quiser – sabendo que isso impactará no montante total que gerará a renda extra na aposentadoria.

Outra facilidade são as simulações feitas no site oficial do Tesouro RendA+ . Nele, é possível selecionar quantos anos você tem, quando pretende se aposentar e quanto quer receber de renda extra. O sistema, então, mostrará qual título é melhor para você e quanto precisa investir por mês.

O valor da renda extra preserva o poder de compra atual, já que o RendA+ é corrigido pela inflação. Se você selecionar que deseja R$ 1,5 mil de renda, por exemplo, o valor recebido no futuro será o relativo ao mesmo poder de compra de R$ 1,5 mil hoje.

É arriscado investir no RendA+?

De modo geral, não. Como trata-se de um título da dívida do Governo Central, ele é o mais confiável que um investimento pode ser, mesmo que não exista risco zero. “Os governos são sempre as entidades de menor risco em uma economia comparado a qualquer outro fundo de previdência”, afirma João Victorino, especialista em finanças pessoais e administrador de empresas.

O grande risco do RendA+ é o investidor comprar um título sem ter certeza de que poderá manter os investimentos aplicados durante tanto tempo, sem fazer qualquer saque.

Embora tenha data para retorno, é possível sacar o dinheiro aplicado no RendA+ antes do prazo, mas há cobrança de taxas e a rentabilidade pode ser bastante abaixo do esperado.

“Eu sugiro o RendA+ realmente só para quem tem muita convicção de que vai conseguir deixar esse valor investido até o final do período de recebimento de renda”, aconselha Samuel Torres, consultor financeiro da Onze, fintech de saúde financeira e previdência privada.

O RendA+ pode substituir a aposentadoria?

Os especialistas recomendam que o fundo seja usado apenas como complemento à aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Isso porque o INSS, além de oferecer outros benefícios ao trabalhador, paga a aposentadoria de forma vitalícia. No caso do RendA+, o pagamento é feito apenas por 20 anos. 

Quais as diferenças entre o RendA+ e a previdência privada?

O Tesouro RendA+ tem algumas diferenças em relação aos investimentos de previdência privada. Confira as principais:

  • Previdência privada geralmente cobra taxa de administração, RendA+ não;
  • Previdência privada cobra taxa indireta de custódia, RendA+ não cobra se o saque for feito nas datas programadas;
  • Na fase de acumulação (quando o investidor está pagando), o RendA+ tem remuneração referente e uma taxa de juros fixada (escolhida na hora de adquirir o título) + a variação da inflação, medida pelo IPCA. Na fase de uso (quando a renda extra está sendo paga), o montante continua sendo corrigido pelo IPCA. Já na previdência privada, é possível escolher investimentos apenas com renda fixa ou escolher modelos que tenham renda variável na composição;
  • No RendA+, os pagamentos são feitos em parcelas mensais por 20 anos. Na previdência privada, há investimentos vitalícios ou que permitem o saque do montante completo, sem receber mensalmente;
  • A previdência privada permite que o titular escolha pessoas para transferir o dinheiro em caso de óbito. No RendA+, o título vai a inventário;
  • A cobrança de Imposto de Renda é diferente: enquanto o RendA+ tem alíquota mínima de 15% sobre os rendimentos, podendo chegar a 22,5% dependendo do prazo do investimento, na previdência privada é possível pagar 10% pelo regime regressivo ou até receber isenção no regime progressivo;
  • No RendA+, o investidor sabe quanto cada real investido gerará de retorno no futuro. Na previdência privada, mesmo investimentos mais conservadores não tem essa segurança.

Vale a pena investir no RendA+?

Para Samuel, o novo investimento é interessante, mas vale a pena realmente para quem quer ter renda extra na aposentadoria e não vai precisar realizar saques fora do prazo. “A pessoa precisa pensar bem se esse é o objetivo do investimento que ela está fazendo. Se não for, em geral a previdência privada é mais indicada, ou até outros investimentos, como o próprio Tesouro IPCA+, que é muito similar ao RendA+, só que em vez de você receber uma renda, ele tem um prazo de vencimento no qual você recebe todo o valor investido corrigido”, explica.

João acredita que a facilidade de se programar e investir é uma das grandes vantagens do RendA+. Por isso, para quem não está acostumado com investimentos e não tem um especialista para ajudar, a novidade vale a pena.

“Esse é, de fato, um título muito bom para complementar a aposentadoria das pessoas de renda mais baixa e que não terão uma dedicação muito grande em aprender sobre investimentos”, afirma.

Fonte: IG ECONOMIA

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