sexta-feira, junho 26, 2026

Quiosque onde os assassinos de Moïse trabalhavam está irregular


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Imagens mostram congolês sendo espancado em quiosque na Barra da Tijuca
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Imagens mostram congolês sendo espancado em quiosque na Barra da Tijuca

A Orla Rio, concessionária à frente dos quiosques, emitiu nota, nesta quinta-feira, esclarecendo que o cabo da PM Alauir Mattos de Faria não é o operador responsável pelo quiosque Biruta e que está à frente do estabelecimento de forma irregular.

O comércio é localizado ao lado do quiosque Tropicália , no Posto 8, na Barra da Tijuca, onde o congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, foi espancado e morto , na noite do último dia 24 de janeiro. Em depoimento prestado na Delegacia de Homicídios da Capital, um dos agressores do congolês disse prestar serviços no Biruta.

Segundo a concessionária, há um processo judicial em trâmite para reintegração de posse do comércio.

Também nesta quinta-feira, o PM prestou depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital como suposto dono do estabelecimento. Os investigadores querem entender se o policial, que é lotado no 41º BPM (Irajá), conhece os agressores do congolês e se, de fato, alguns deles trabalhavam em seu estabelecimento e quais eram suas funções.

A concessionária Orla Rio informou que o contrato para a administração do Biruta foi celebrado com o antigo operador Celso Carnaval, que sem o consentimento da empresa, entregou a operação do quiosque a Alauir.

Segundo a Orla Rio, o ex-operador já foi notificado pela concessionária por conta dessa e de outras irregularidades que estavam sendo cometidas, mas como o mesmo não as sanou, foi feita a rescisão do contrato e teve início uma ação judicial para reintegração de posse.

Dentre as irregularidades identificadas estão a não comprovação da regularização dos funcionários, falta de observância das normas sanitárias e inadimplência. O processo corre na Justiça desde julho de 2021.

Gravações de uma câmera de segurança do quiosque Tropicália, na altura do posto 8 da Barra da Tijuca, que flagraram a morte de Moïse Kabagambe, mostram pelo menos quatro homens espancando o congolês até a morte, na noite do dia 24 de janeiro. A família da vítima informou que Moïse teria ido até o local cobrar uma dívida de R$ 200 referentes a duas diárias de trabalho.

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Já três suspeitos alegaram, em depoimento, que teriam agredido Moïse após ele tentar pegar cervejas da geladeira do Tropicália. Segundo eles, o congolês já estaria embriagado. Eles também negaram que as agressões tenham tido motivação racista.

A Justiça decretou as prisões temporárias de três suspeitos que já estão atrás das grades. São eles: Fábio Pirineus da Silva, o Belo; Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o Dezenove; e Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota. Nenhum deles era funcionário do Tropicália. O trio foi identificado pelo proprietário do quiosque por meio de apelidos.

O proprietário do Tropicália, que não estava no local no momento das agressões, cedeu as imagens de câmeras de segurança para a polícia e não teve participação no crime, de acordo com os investigadores. Ele prestou depoimento e também negou que houvesse qualquer dívida do quiosque com o congolês.

Vaje a íntegra da nota da Orla Rio.

“Sobre os novos desdobramentos relacionados à investigação do brutal assassinato do Moïse, a Orla Rio esclarece que Alauir Mattos de Faria não é o operador responsável pelo quiosque Biruta e sim, um ocupante irregular do mesmo. E pontua que esse é um dos fatos que motivaram a abertura de processo judicial contra o ex-operador Celso Carnaval para reintegração de posse do quiosque.

A concessionária explica que o contrato para operação do Biruta foi celebrado com Celso Carnaval, que, sem o consentimento da empresa, entregou a operação do quiosque a Alauir. A Orla Rio informa que notificou o ex-operador algumas vezes por conta dessa e de outras irregularidades que estavam sendo cometidas, mas como o mesmo não as sanou, rescindiu o contrato e entrou com uma ação judicial para reintegração de posse.

Dentre as irregularidades identificadas, estão a não comprovação da regularização dos funcionários, falta de observância das normas sanitárias e inadimplência. O processo corre na justiça desde julho de 2021.

Por fim, a concessionária reforça que é veementemente contra qualquer ato de violência e que não compactua com atitudes imorais e/ou ilegais. Pontua ainda que vai continuar atuando, incansavelmente, para tornar a orla carioca um lugar seguro.”

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