quinta-feira, agosto 20, 2026

Quiosque onde os assassinos de Moïse trabalhavam está irregular


source
Imagens mostram congolês sendo espancado em quiosque na Barra da Tijuca
Reprodução

Imagens mostram congolês sendo espancado em quiosque na Barra da Tijuca

A Orla Rio, concessionária à frente dos quiosques, emitiu nota, nesta quinta-feira, esclarecendo que o cabo da PM Alauir Mattos de Faria não é o operador responsável pelo quiosque Biruta e que está à frente do estabelecimento de forma irregular.

O comércio é localizado ao lado do quiosque Tropicália , no Posto 8, na Barra da Tijuca, onde o congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, foi espancado e morto , na noite do último dia 24 de janeiro. Em depoimento prestado na Delegacia de Homicídios da Capital, um dos agressores do congolês disse prestar serviços no Biruta.

Segundo a concessionária, há um processo judicial em trâmite para reintegração de posse do comércio.

Também nesta quinta-feira, o PM prestou depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital como suposto dono do estabelecimento. Os investigadores querem entender se o policial, que é lotado no 41º BPM (Irajá), conhece os agressores do congolês e se, de fato, alguns deles trabalhavam em seu estabelecimento e quais eram suas funções.

A concessionária Orla Rio informou que o contrato para a administração do Biruta foi celebrado com o antigo operador Celso Carnaval, que sem o consentimento da empresa, entregou a operação do quiosque a Alauir.

Segundo a Orla Rio, o ex-operador já foi notificado pela concessionária por conta dessa e de outras irregularidades que estavam sendo cometidas, mas como o mesmo não as sanou, foi feita a rescisão do contrato e teve início uma ação judicial para reintegração de posse.

Dentre as irregularidades identificadas estão a não comprovação da regularização dos funcionários, falta de observância das normas sanitárias e inadimplência. O processo corre na Justiça desde julho de 2021.

Gravações de uma câmera de segurança do quiosque Tropicália, na altura do posto 8 da Barra da Tijuca, que flagraram a morte de Moïse Kabagambe, mostram pelo menos quatro homens espancando o congolês até a morte, na noite do dia 24 de janeiro. A família da vítima informou que Moïse teria ido até o local cobrar uma dívida de R$ 200 referentes a duas diárias de trabalho.

Leia Também

Já três suspeitos alegaram, em depoimento, que teriam agredido Moïse após ele tentar pegar cervejas da geladeira do Tropicália. Segundo eles, o congolês já estaria embriagado. Eles também negaram que as agressões tenham tido motivação racista.

A Justiça decretou as prisões temporárias de três suspeitos que já estão atrás das grades. São eles: Fábio Pirineus da Silva, o Belo; Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o Dezenove; e Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota. Nenhum deles era funcionário do Tropicália. O trio foi identificado pelo proprietário do quiosque por meio de apelidos.

O proprietário do Tropicália, que não estava no local no momento das agressões, cedeu as imagens de câmeras de segurança para a polícia e não teve participação no crime, de acordo com os investigadores. Ele prestou depoimento e também negou que houvesse qualquer dívida do quiosque com o congolês.

Vaje a íntegra da nota da Orla Rio.

“Sobre os novos desdobramentos relacionados à investigação do brutal assassinato do Moïse, a Orla Rio esclarece que Alauir Mattos de Faria não é o operador responsável pelo quiosque Biruta e sim, um ocupante irregular do mesmo. E pontua que esse é um dos fatos que motivaram a abertura de processo judicial contra o ex-operador Celso Carnaval para reintegração de posse do quiosque.

A concessionária explica que o contrato para operação do Biruta foi celebrado com Celso Carnaval, que, sem o consentimento da empresa, entregou a operação do quiosque a Alauir. A Orla Rio informa que notificou o ex-operador algumas vezes por conta dessa e de outras irregularidades que estavam sendo cometidas, mas como o mesmo não as sanou, rescindiu o contrato e entrou com uma ação judicial para reintegração de posse.

Dentre as irregularidades identificadas, estão a não comprovação da regularização dos funcionários, falta de observância das normas sanitárias e inadimplência. O processo corre na justiça desde julho de 2021.

Por fim, a concessionária reforça que é veementemente contra qualquer ato de violência e que não compactua com atitudes imorais e/ou ilegais. Pontua ainda que vai continuar atuando, incansavelmente, para tornar a orla carioca um lugar seguro.”

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Maioria do Supremo valida Moratória da Soja firmada há 20 anos entre produtores

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (12) validar a chamada Moratória da Soja, acordo celebrado há 20 anos pelas principais empresas que...

Homem é preso com estoque de remédios ilegais para emagrecimento e é solto após pagar fiança

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (12), um homem, de 42 anos, durante o cumprimento de um mandado de...

Pivetta: Fui pego de supresa com operação da PF; o tempo provará inocência de Mauro Mendes, Fábio Garcia e Mauro Carvalho

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) comentou hoje (12) o impacto político da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, que atingiu diretamente seus principais aliados....

Com relatoria de Rodrigo da Zaeli, Comissão aprova porte de arma para empresários

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (11), o Projeto de Lei nº 5.438/2025,...