domingo, abril 19, 2026

Quer uma picape para o lazer e trabalho? Vá de Chevrolet Montana usada


Chevrolet Montana de primeira geração compartilhava base com o Corsa
Divulgação

Chevrolet Montana de primeira geração compartilhava base com o Corsa

A primeira geração da Chevrolet Montana surgiu por aqui em 2003 com a missão de substituir a Corsa Pick-up . Com desenho esportivo e moderno, o utilitário era oferecido em três opções de acabamento. A básica fazia justiça ao nome e vinha com para-choques sem pintura e calotas. A Sport tinha um toque mais refinado e trazia para-choques, spoilers laterais e espelhos retrovisores pintados na cor da carroceria e rodas de liga leve de aro 15. Já a Off-Road apostava no espírito aventureiro e investia em santoantônio, quebra-mato e para-choques e estribos pintados de preto.

Feita a partir da plataforma GM4300 (Gamma), a picape compartilhava a base com o Corsa de segunda geração , lançado por aqui em 2002. Inicialmente, o motor era sempre o 1.8 Flex.Power com 109/105 cv de potência e 18,2/17,3 kgfm de torque a 3.000 rpm. Associado a ele, havia somente a opção de câmbio manual de cinco velocidades.

Arma pesada dessa geração, o estilo tem pontos arrojados. Se a dianteira é dividida com o Corsa, as laterais apostam em toques como o vidro atrás das portas, degraus para facilitar o carregamento lateral de cargas e para-lamas traseiros super ressaltados.

Além do visual mais arrojado, a vantagem da Montana em relação à picape Corsa estava na caçamba : 1.143 litros de volume e capacidade de carga útil de 735 kg contra 945 litros e 600 kg da antecessora, respectivamente.

A Conquest só chegaria no ano de 2004 com a missão de ocupar o lugar do modelo de entrada da linha, mas foi em 2005 que a picape ganhou mais potência e torque, ano no qual o 1.8 se tornou flex e passou a render 114 cv/112 cv (etanol/gasolina) e 17,7 kgfm de torque, independentemente do combustível usado. No ano seguinte, saiu de linha a configuração Off-Road.

Foi somente em 2007 que chegou uma segunda opção de motorização: o 1.4 Econoflex de 105/99 cv e torque de 13,4/13,2 kgfm a 2.800 giros, que era oferecido apenas para a Conquest. Já a Sport continuava apenas com o motor 1.8.

De olho na Fiat Fiorino, que já fazia sucesso desde os anos 1980 por aqui, a Chevrolet resolveu lançar a versão Combo em 2007, destinada para pequenas empresas e clientes frotistas. A diferença principal estava no baú feito em fibra de vidro instalado sobre a caçamba original . Com isso, a capacidade de volume de carga passou para 3.300 litros.

Encerrando a primeira geração da Montana, no ano de 2008 estreou a Arena 1.4 , versão que trazia santoantônio, capota marítima, faróis com máscara negra, faróis de neblina, faixas laterais decorativas e adesivos na coluna lateral. Foi somente perto do final que o motor 1.4 passou a equipar também a Sport.

Assim, a primeira geração da Montana se despedia com as seguintes opções: Conquest 1.4 Econo.Flex, Arena 1.4 Econo.Flex, Sport 1.4 Econo.Flex, Sport 1.8 Flexpower e Combo 1.4 Econo.Flex (furgão).

Espaço interno, desempenho e consumo

O espaço para os dois ocupantes é o mesmo para quem ia nos bancos da frente do Corsa de então – o termo segunda geração só servia para o Brasil, uma vez que o compacto já estava em sua terceira linha na Europa. Sem ter pretensões refinadas, o visual e acabamento são honestos para a proposta do carro.

A ergonomia também é melhor do que a da Fiat Strada do mesmo período, mas não é perfeita. O desalinhamento entre volante e pedais continuava incômodo como na geração anterior do Corsa. Dependendo da versão, não há ajuste de altura do banco de série, mas em outras contavam com a regulagem de altura até para a coluna de direção.

Quanto ao desempenho, o motor 1.4 tem que ser mais esticado para entregar sua potência máxima, enquanto o torque chegava cedo. Ou seja, para ser colocada em movimento, sem problemas, porém, na hora de retomar ou ganhar velocidade, era um pouco mais demorado.

Já o 1.8 agrada pelo bom torque em baixa e pela constância na hora de andar mais forte. Nenhum dos dois é o supra sumo da modernidade, mas respondem melhor do que muitos 16V de então.

O ajuste dinâmico é agradável para uma picape compacta dessa época. A suspensão traseira é mais robusta, de curso longo e comportamento mais saltitante do que a original, algo que é esperado em um utilitário do tipo. O entre-eixos longo ajuda a dar uma equilibrada nas coisas.

Claro que não se pode falar de um modelo assim sem se ressaltar a questão da carga. Quando comparada às rivais, a Montana se destaca em sua capacidade de levar peso. São 735 kg, mais do que a Volkswagen Saveiro (700 kg) e a Fiat Strada (705 kg).


Veja o rendimento e desempenho de cada motor

Motor 1.8 Flexpower (a partir de 2003)

Potência: 109 cv a 5.400 rpm (etanol) e 105 cv a 5.400 rpm (gasolina)

Torque: 18,2 kgfm (etanol) e 17,3 kgfm a 3.000 rpm (gasolina)

Consumo com gasolina: 9,4 km/l na cidade, 15,2 km/l na estrada

Consumo com etanol: 7,2 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada

Velocidade máxima: 180 km/h

Aceleração de zero a 100 km/h: 10,2 segundos

Motor 1.8 Flexpower (a partir de 2005)

Potência: 114 cv a 5.600 rpm (etanol) e 112 cv a 5.600 rpm (gasolina)

Torque: 17,7 kgfm a 2.800 rpm (etanol/gasolina)

Consumo com gasolina: 9,2 km/l na cidade, 14 km/l na estrada

Consumo com etanol: 7 km/l na cidade e 10 km/l na estrada

Velocidade máxima: 181 km/h

Aceleração de zero a 100 km/h: 11 segundos

Motor 1.4 Flexpower (a partir de 2007)

Potência: 105 cv a 6.000 rpm (etanol) e 99 cv a 6.000 rpm (gasolina)

Torque: 13,4 kgfm (etanol) e 13,2 kgfm (gasolina) a 2.800 rpm

Consumo com gasolina: 9,6 km/l na cidade, 11,1 km/l na estrada

Consumo com etanol: 6,5 km/l na cidade e 7,8 km/l na estrada

Velocidade máxima: 175 km/h (etanol)

Aceleração de zero a 100 km/h: 12,3 segundos

Pontos que merecem a atenção

Assim como a Montana tem em comum com o Corsa da segunda geração muitos pontos positivos, os problemas crônicos também são praticamente os mesmos. Quer alguns exemplos?

Os para-choques das versões mais básicas, assim como a moldura dos arcos dos para-lamas, não vem com pintura e costumam desbotar, mas nada que desabone o veículo que você estiver de olho. Uma dica simples é aplicar um silicone de qualidade e fazer sempre a manutenção para mantê-los renovados.

Na parte interna, o excesso de ruído é alvo constante de reclamações , principalmente vindo dos forros de portas. Para isso, uma solução simples e barata é desmontar o acabamento e aplicar feltro adesivo, solução que pode acabar de vez com o problema e que não prejudica a estética, já que fica escondido. Os tecidos das portas costumam se soltar e podem ser consertados por um bom profissional, no entanto, ele pode lhe cobrar cerca de R$ 400. Por isso, avalie bem o estado geral da parte interna e, se for possível, peça um desconto ao vendedor.

Quanto à parte elétrica, cheque todos os comandos dos vidros e travas, funções e luzes de alerta, exemplo do ABS (quando disponível), pois o aviso costuma se acender sem que o sistema esteja com problemas.

Não se esqueça de dar atenção para possíveis folgas nas caixas de direção; tensionador/correias dentadas; vazamentos na bomba d’água e do motor; coxins do motor e câmbio; trambulador da transmissão; conjunto da suspensão (bandejas, buchas e pivôs). Apesar de não serem problemas comuns, vale a pena checar com muita cautela e paciência para não ter de recorrer a uma oficina tão cedo.

Melhores e piores versões para comprar

A primeira regra é fugir das versões mais básicas sem direção hidráulica e ar-condicionado. A segunda é dar preferência aos modelos mais completos, tal como a Montana Sport, que já vinha com freios ABS e airbags de série desde 2008 . Nessa versão, além do 1.8, havia também a oferta do motor 1.4. Nós indicamos evitar essa última por ter desempenho mais comedido, principalmente se a sua intenção é usar a picape para trabalho pesado. Somado a isso, o consumo é muito próximo ao da 1.8. A verdade é que talvez o que vai pesar mesmo na decisão é o preço de cada uma.

Preços

Por menos de R$ 30 mil, já é possível encontrar a Montana Sport equipada com ar-condicionado, direção hidráulica, rodas de liga-leve, vidros e travas elétricas, além da estética mais esportiva. No site da OLX, por exemplo, achamos uma unidade vermelha 2004 com alegados 146 mil km por R$ 29 mil. O vendedor, localizado no estado de atesta que o motor e o câmbio estão bons e que o escapamento foi todo substituído.

Com R$ 35 mil para gastar, encontramos também alguns exemplares com motores flex e nível de equipamentos completo com ar, direção, vidros e travas e alarme de fábrica como uma Conquest 2009, também na cor vermelha, com apenas 78 mil km originais e revisões feitas em concessionária autorizada.

Fonte: Carros

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