quinta-feira, abril 30, 2026

Petrobras: diretores dizem que ainda definem reajuste dos combustíveis

Petrobras: diretores dizem que ainda definem reajuste dos combustíveis
Ivonete Dainese

Petrobras: diretores dizem que ainda definem reajuste dos combustíveis

Os diretores da Petrobras aproveitaram  a apresentação de resultados do segundo trimestre para reforçar a mensagem  de que eles continuam no comando da política de preços da estatal. Ressaltaram ainda que o Conselho de Administração não tem “poder de veto” em relação às diretrizes anunciadas na última quarta-feira (27), que prevê ao colegiado papel de supervisão para o movimento dos preços dos combustíveis.

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O tema foi um dos principais questionamentos ao longo do evento transmitido pela internet na manhã desta sexta-feira, que não contou com a participação de Caio Paes de Andrade, presidente da estatal. Ontem, um dia após a divulgação do papel do Conselho, a Petrobras anunciou redução nos preços da gasolina e dos combustíveis de aviação. Anunciou ainda o pagamento recorde de dividendos para um trimestre.

Analistas perguntaram sobre como essa nova diretriz vai afetar as decisões e o papel do Conselho no papel de supervisor. Salvador Dahan, diretor de Governança e Conformidade da estatal, disse que não há alteração operacional.

“Do ponto de vista prático, não há alteração operacional, como frequência e valores. O acompanhamento das dinâmicas e dos mercados segue sob competência da diretoria executiva, cabendo agora ao Conselho esse papel de supervisionar e monitorar o andamento das nossas práticas”.

Dahan lembrou que isso é “parte da responsabilidade natural do Conselho de Administração, assim como já faz isso de maneira contínua em diversos assuntos”.

“A gente passa formalizar isso também como uma responsabilidade do Conselho, à medida que a Diretoria passa a reportar formalmente trimestralmente o andamento da execução da política de preços que segue sob a competência da Diretoria Executiva”.

Cláudio Mastella, diretor de Comercialização e Logística, disse que a política de preço atual não foi alterada, assim como o estatuto social da empresa.

“O que foi colocado, é verdade, nessa diretriz aprovada pelo Conselho são orientações até mais abrangentes para formação de preço, mantendo a gestão prática de preço para a diretoria. Os relatórios trimestrais que já eram feitos agora são demandados efetivamente”.

Um dos analistas, então, questionou os diretores de como a empresa se beneficia de ter o Conselho fiscalizando o processo trimestralmente. Dahan voltou a falar em transparência.

“Essa nova camada só robustece a nossa governança na medida que a gente tem um Conselho supervisionando e monitorando para de fato garantir o bom andamento de todas as disciplinas operacionais da empresa, tanto ponto de vista de investimentos, orçamento e agora também de supervisão das estratégias comerciais”.

Mastella complementou que o Conselho de Administração passa a ter um papel de cobrança:

“Além do acompanhamento trimestral, traz um direcionamento claro para o estabelecimento de qualquer política de preços, que tende a acompanhar naturalmente o mercado. E o Conselho passa também de ter a cobrança de resultado em última instância”.

Sem poder de veto

Outro analista perguntou se o Conselho, em seu papel de monitorar, poderia ter algum poder de veto sobre os preços dos combustíveis. Dahan disse que não:

“O papel do Conselho de Administração é de monitorar e supervisionar, mas não de decidir. Portanto, a competência pela gestão e pela execução permanece com a diretoria. Por isso, não há que se falar em poder de veto. Não existe essa figura de poder de veto pelo Conselho”.

Um analista questionou sobre o momento em que a companhia busca a paridade de preços. Mastella afirmou que a busca é contínua. Lembrou ainda que os relatórios trimestrais vão ajudar o Conselho a se sentir “mais confortável”.

“A gente busca a paridade continuamente. A diferença é que a gente evita repassar a volatilidade. A gente não faz reajustes diários. A gente faz reajustes observando o mercado de curto prazo e a expectativa. A gente não espera o final do ano para tentar a avaliar isso. Acabamos de falar dos reportes trimestrais ao Conselho que ajudam o Conselho a se sentir mais confortável com relação à nossa prática de preços”.


Fonte: IG ECONOMIA

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