segunda-feira, abril 20, 2026

Pacheco critica ideia de congelar preços, mas cobra ‘função social’


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Rodrigo Pacheco rebateu proposta de Bolsonaro, mas pediu 'função social' de empresas
Jefferson Rudy/Agência Senado

Rodrigo Pacheco rebateu proposta de Bolsonaro, mas pediu ‘função social’ de empresas

O presidente da República em exercício, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta sexta-feira (10) que o congelamento de preços “não é o caminho” para conter a inflação. A declaração é uma resposta ao pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ministro da Economia, Paulo Guedes, a empresários do setor de supermercado para controlar o aumento de preços.

Pacheco, que é presidente do Senado, afirmou que “ninguém pretende sacrificar o lucro”. Porém, o senador pediu para, diante da situação de crise econômica do país, as empresas busquem ter “função social” e “fixem preços que sejam justos”.

“Temos uma sociedade de livre mercado e acho que o que o ministro Paulo Guedes reivindicou e suplicou foi realmente a responsabilidade social de todos os brasileiros, na sua atividade produtiva. Ninguém obviamente pretende sacrificar o lucro, nem acredito também em congelamento de preços, não é esse o caminho. Mas a consciência de todos de que temos também que buscar uma função social de todas as empresas, nesse momento, todo mundo ter responsabilidade e fixar preços que sejam justos. Que [empresários] contemplem lucro, mas que não sejam lucros abusivos, que haja competitividade”, disse Pacheco.

O senador completou afirmando que o país passa por uma crise econômica. 

“É um problema de dois dígitos: de juros a dois dígitos, inflação a dois dígitos e em alguns lugares a gasolina a dois dígitos”, disse.

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Pacheco deu a declaração durante uma viagem à Paraíba, onde participou do Conselho Nacional do Poder Legislativo Municipal das Capitais (Conalec).

O senador assumiu interinamente à Presidência da República na noite da última quarta-feira, após Bolsonaro viajar aos Estados Unidos para participar da Cúpula das Américas. Os dois primeiros da linha sucessória — o vice-presidente, Hamilton Mourão (Republicanos), e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) — também deixaram o país para não ficarem inelegíveis na eleição deste ano. Os dois são candidatos ao Poder Legislativo.

Em evento promovido pela Associação Brasileira de Supermercados, na quinta-feira, Bolsonaro pediu para que o setor tenha o “menor lucro possível” sobre os alimentos da cesta básica. Guedes, por sua vez, pediu uma “trégua de preços”.

“O apelo que eu faço aos senhores, para toda a cadeia produtiva, para que os produtos da cesta básica obtenham o menor lucro possível para a gente poder dar uma satisfação a uma parte considerável da população, em especial os mais humildes”, disse Bolsonaro na ocasião.

Pacheco deixará a Presidência no sábado, quando Bolsonaro voltar ao país.

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