sábado, abril 25, 2026

Nogueira sobre congelamento em combustíveis: ‘Saberemos em 15 dias’

O ministro Ciro Nogueira (Casa Civil)
Agência Senado – 16.09.2022

O ministro Ciro Nogueira (Casa Civil)

O ministro-Chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, disse nesta quinta-feira (15), em entrevista ao jornal Valor Econômico, que “vamos saber daqui a 15 dias” se a Petrobras está segurando um possível reajuste nos combustíveis por motivação eleitoral

“Vamos saber disso daqui a 15 dias. A política de preço da Petrobras é um sucesso. Por que mudar? Tem gente falando que o governo estaria segurando o preço da gasolina, falando para a Petrobras não aumentar Então, vamos saber isso daqui a 15 dias”, disse.

Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), os preços dos combustíveis no Brasil estão defasados com relação ao preço internacional. A gasolina está atrasada em 7% e o diesel em 11%, representando possíveis altas de R$ 0,27 e R$ 0,61, respectivamente. 

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG

Ele também negou que haja no governo intenção de mudar a política de preços da estatal, que reajusta o valor dos combustíveis de acordo com o mercado externo, seguindo a cotação do petróleo e do dólar, principalmente.

“Por quê [mudar]? Está dando certo. Ajuda a combater a inflação, ajuda a diminuir o preço para a população. Se o dólar cair, aí vai ajudar mais. Por que vai mudar? Para dar mais lucro para a Petrobras? Dar dividendo a acionista?”, questionou.

Em meio à disparada do preço do petróleo por conta do corte na oferta promovido pela Opep, o governo tem sido acusado de pressionar a Petrobras para represar os reajustes no preço dos combustíveis para depois das eleições, temendo impacto na popularidade do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL). 

Paulo Guedes fica?

Ciro Nogueira também colocou em dúvida a manutenção do ministro Paulo Guedes , da Economia. Segundo ele, todos os integrantes do governo deverão entregar os cargos para que o presidente forme um novo corpo ministerial, reconduzindo alguns, ou não. 

“O ministro Paulo Guedes para mim é o melhor ministro do mundo. Eu não sei nem se o presidente vai convidar nem se o Paulo Guedes vai querer também. O desafio que ele teve, a exposição, o desgaste… Ele nunca me disse que iria continuar nem que o presidente iria convidá-lo”, respondeu.

“Eu acho que o Paulo Guedes, se não quiser continuar, vai influir para escolher o novo [ministro], para que seja uma pessoa que vá no mesmo caminho de sucesso dele”, completou.

ICMS de combustíveis

O ministro também foi questionado sobre a possibilidade de continuidade na desoneração do ICMS sobre bens essenciais, como os combustíveis, para um eventual segundo mandato. Alguns estados acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para pleitear compensação da perda na arrecadação. 

Segundo Nogueira, não há motivos para questionar a medida. 

“Vão fazer a conta no final, se vai diminuir a arrecadação nos Estados. Eu duvido. Se você gasta R$ 100 em combustível, o preço diminui e você gasta R$ 80. Você vai pegar esses R$ 20 que sobram e vai botar na poupança ou vai comprar comida, roupa, cerveja no bar? Você vai consumir. Isso aí afeta mais a pessoa de baixa renda. Ninguém vai fazer poupança”, disse.

Teto de gastos

O presidente Jair Bolsonaro já afirmou que pretende recriar o arcabouço fiscal, reformulando, principalmente, a regra do teto de gastos, que limita o crescimento do gasto da União à inflação do ano anterior.

Para Nogueira, é necessário discutir a medida, pois, “nós vamos chegar daqui a dois ou três anos no teto”, afetando investimentos no país.

“Eu acho que vai ter que se discutir isso. A gente vai ter que começar a pensar para quando for atingir o teto. O problema da Previdência no Brasil é sério. Vai chegar daqui a pouco e não vai poder fazer estrada? Não vai poder fazer nada? Mas é uma discussão que tem que ser bem transparente, bem explicada, sem nenhum tipo de viés eleitoral.”

Para ele, no entanto, as ideais devem ser apresentadas após o período eleitoral, para evitar demagogias.

“Eu acho que o ideal é que fuja do processo eleitoral e sem esse viés de governo e oposição. Porque não vai ser uma coisa para este governo. Vai ser uma coisa para os próximos governos. E a gente criar os mecanismos para que, quando isso vier a ocorrer, que tenha tranquilidade fiscal no país. Vamos chegar a esse ponto. E não é agora. Não é simplesmente como o Lula diz: ‘nós vamos estourar o teto, acabou com o teto'”, completou.

O ministro também afirmou que além de Indústria e Comércio, o presidente Jair Bolsonaro pode criar outros ministérios, se reeleito. 


Fonte: IG ECONOMIA

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Alunos de projeto social do CBMMT conquistam nove medalhas em campeonato estadual de Jiu-Jitsu

Alunos do projeto social Bom-Jitsu, iniciativa do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT), conquistaram nove medalhas no Campeonato Mato-grossense 2026 de Jiu-Jitsu (GI),...

Arena Pantanal recebe segunda rodada do FIFA Series de futebol feminino nesta terça-feira (14)

A Arena Pantanal, em Cuiabá, recebe, nesta terça-feira (14.4), a segunda rodada do FIFA Series, com confrontos do futebol feminino internacional. A programação começa...

Sine Estadual oferta mais de 2.537 vagas de trabalho nesta semana

O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), está ofertando 2.537 vagas de emprego...

Sejus articula ações com instituições para ampliar vagas e fortalecer sistema prisional em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) sediou, nesta segunda-feira (13.4), uma reunião institucional com representantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e...