segunda-feira, junho 22, 2026

MPT pede que Caixa não pague salário a Guimarães, acusado de assédio

MPT pede que Caixa não pague salário a Guimarães, acusado de assédio
Valter Campanato/Agência Brasil

MPT pede que Caixa não pague salário a Guimarães, acusado de assédio

Em ofício enviado à nova presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, o procurador Paulo Neto, do Ministério Público do Trabalho (MPT), pediu que a instituição não pague mais o salário de seu ex-presidente Pedro Guimarães, que pediu demissão do cargo  após denúncias de assédio moral e sexual.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG

O estatuto do banco estabelece que, mesmo afastado, Guimarães continue recebendo um salário de R$ 56 mil por mês durante seis meses, equivalente ao honorário mensal de seu cargo. Nesse período, chamado de “quarentena da diretoria”, ele fica impedido de assumir função tanto na administração pública quanto na privada.

No fim de junho, o site ‘Metrópoles’ divulgou depoimentos de funcionárias da Caixa que acusavam o ex-presidente da instituição de assédio sexual. As denúncias citavam toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites incompatíveis com a relação de trabalho.

Pouco tempo depois, também foram revelados casos de assédio moral por parte de Guimarães, com vídeos publicados pelo Metrópoles  que mostravam o executivo xingando e ameaçando seus subordinados.

Ministério Público do Trabalho e Ministério Público Federal (MPF) apuram as acusações.  O Tribunal de Contas da União (TCU) também pediu a órgãos públicos de controle a abertura de investigação.

Em nota divulgada também no fim do mês passado,  a Caixa admitiu ter recebido as denúncias de assédio e disse que há uma investigação interna em andamento desde maio deste ano. O posicionamento foi divulgado após a demissão de Pedro Guimarães ter sido publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Para o cargo, o governo indicou a secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, considerada braço direito do ministro Paulo Guedes.

Desde que assumiu a presidência do banco, Daniella  prometeu “punições cabíveis” em casos de assédio e disse ter afastado pessoas ligadas ao gabinete do ex-presidente.

Fonte: IG ECONOMIA

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma simulará ocorrências reais atendidas por equipes de resgate

Os acidentes de trânsito seguem entre as ocorrências que mais mobilizam as equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT). Em 2025,...

Governo de MT promove solenidade de criação do Fórum Estadual de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas nesta segunda (22)

O Governo de Mato Grosso promove nesta segunda-feira (22.6), às 9h, solenidade de criação do Fórum Estadual de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas do...

Polícia Militar apreende arma de fogo e conduz três suspeitos em Cáceres

Policiais militares do 6º Comando Regional e do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam dois homens e apreenderam um adolescente, todos identificados...

Esporte e acolhimento transformam trajetórias de estudantes da Rede Estadual de MT

Aos 15 anos, David Henrique Oliveira Gomes divide os dias entre aulas, treinos e planos que já vão além dos muros da escola. Aluno...