quarta-feira, abril 29, 2026

Monetização da mídia estatal russa é suspensa pelo Google


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Luciano Rocha

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O Google anunciou nesta domingo (27) que vai suspender a monetização da mídia estatal russa nas suas plataformas, informa a agência AFP. Sendo assim, se junta à Facebook e Twitter como gigantes da tecnologia contrários à invasão da Ucrânia pela Rússia. 

“Em resposta à guerra na Ucrânia, interrompemos a monetização dos veículos financiados pelo Estado russo em nossas plataformas”, disse um porta-voz do Google, em um comunicado. “Estamos monitorando ativamente o desenrolar dos acontecimentos e tomaremos mais medidas, se necessário”, acrescentou.

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O YouTube também anunciou que os veículos russos financiados pelo Estado não poderiam monetizar seus vídeos na plataforma, entre outras restrições. “À luz das circunstâncias excepcionais na Ucrânia, estamos tomando uma série de medidas”, declarou um porta-voz da empresa. “Nossas equipes começaram a suspender a possibilidade de que alguns canais gerarem receita no YouTube, incluindo os canais RT em todo mundo”, detalhou.

Facebook e Twitter também restringem mídia russa

O Twitter anunciou que suspendeu toda a publicidade na Rússia e na Ucrânia, buscando garantir que as postagens promocionais não prejudiquem as informações de segurança pública enviadas pela rede social.

A empresa não exibirá publicidade nesses mercados e também e também restringirá as recomendações de tweets que aparecem nas linhas do tempo dos usuários de contas que eles ainda não seguem, em um esforço para limitar a disseminação de conteúdo enganoso e abusivo.

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O Twitter disse anteriormente que estava “monitorando narrativas emergentes que violam as regras do Twitter” como parte de seu esforço para combater a inundação de conteúdo problemático online durante a guerra. 

O Facebook restringiu a atividade da mídia estatal russa em sua plataforma, que não poderá anunciar, nem ganhar dinheiro com suas atividades. A medida é uma reação à invasão da Ucrânia.

“Estamos proibindo os meios estatais russos de veicularem anúncios, ou de monetizarem em nossa plataforma em qualquer lugar do mundo”, disse o diretor de política de segurança da rede social, Nathaniel Gleicher, no Twitter.

Segundo ele, a plataforma “continuará aplicando hashtags à mídia estatal russa”.

O Serviço Federal de Supervisão de Meios de Comunicação na Rússia (Roskomnadzor) fez um alerta neste sábado de que  vai restringir o acesso de dez meios de comunicação do país caso compartilhem notícias fazendo referência à operação militar na Ucrânia como um “ataque, invasão ou declaração de guerra”.

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