quarta-feira, abril 22, 2026

Medicamento promete acabar com as cirurgias bariátricas

Medicamento promete o fim das cirurgias bariátricas
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Medicamento promete o fim das cirurgias bariátricas

Um remédio para eliminar a obesidade com saúde e segurança. Essa é a promessa da Tirzepatida, tratamento revolucionário que pode eliminar de 30% a 50% do peso corporal. “Nós que trabalhamos com obesidade estamos considerando o fim da década das cirurgias bariátricas. Os resultados obtidos com um único medicamento são animadores”, diz o médico nutrólogo Ronan Araujo. O uso é indicado para pacientes com IMC superior a 30. O remédio também atua no controle da diabetes tipo 2. 

Entre no  canal do iG Delas no Telegram e fique por dentro de todas as notícias sobre beleza, moda, comportamento, sexo e muito mais! A medicação difere do Ozempic, por exemplo, por atuar em dois hormônios intestinais, GLP-1 e GIP. O Ozempic, feito para a diabetes e usado para emagrecimento, atua apenas no GLP1 para promover saciedade. Comercialmente conhecida como Mounjaro, a tizerpatida promete ser mais eficiente do o Ozempic (semaglutida).

A tirzepatida é uma molécula que atua simulando a ação de dois hormônios intestinais, GLP-1 e GIP, que são hormônios “incretinas” que ligam a absorção de nutrientes do trato gastrointestinal com a secreção de hormônios pancreáticos. Eles são liberados no cenário de uma refeição, após a ingestão e absorção de glicose, proteína e gordura, e fornecem uma das conexões fisiológicas entre alimentação e liberação de insulina.

Basicamente, o GLP-1 é um hormônio secretado no intestino quando comemos. Ele ativa a produção de insulina no pâncreas quando a glicose está alta, o que faz a digestão ficar mais lenta e promove a sensação de saciedade.

O GIP, por sua vez é um hormônio peptídeo [pedacinhos de proteína] de 42 aminoácidos, inibidor gástrico ou peptídeo insulinotrópico dependente de glicose. Esse hormônio tem como alvo as células beta do pâncreas e as estimulam a melhora da secreção de insulina. Vários estudos de associação genética ligam o GIP à regulação de insulina, glicose, lipídios e peso corporal.

O medicamento foi aprovado pela Food and Drug Administration(FDA) dos EUA para o tratamento de sobrepeso, obesidade e diabetes. “Está na fila para aprovação da Anvisa, a chegada ao mercado nacional está prevista para março de 2023”, diz o nutrólogo, acrescentando que já pode ser importado para o país. “Inclusive esse ano já conseguiremos implantar para alguns pacientes aqui na clínica, os resultados são fantásticos e revolucionários.” completa.

Quem pode usar?

A decisão de iniciar a terapia medicamentosa em pessoas consideradas com excesso de peso deve ser tomada após consideração dos riscos e benefícios, e os objetivos devem ser claros. “O objetivo principal desse tratamento para pessoas consideradas com excesso de peso é a redução de peso a longo prazo e a melhora da saúde geral.” afirma o médico.

Uso do remédio funciona com mudanças no estilo de vida
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Uso do remédio funciona com mudanças no estilo de vida

A tirzepatida é aplicada com uma injeção subcutânea semanal. Os efeitos colaterais são controláveis, são brandos na maioria dos casos, mas como qualquer outra medicação, é extremamente necessário acompanhamento e indicação médica.

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A tirzepatida pertence a uma categoria chamada coagonista, que deve trazer mais moléculas sintéticas que interagem com vários receptores hormonais, considera-se uma classe de medicamentos que diminui o apetite através de neurotransmissores, sem prejudicar o sistema cardiovascular, muito pelo contrário, ele protege esse sistema.

Isso é de extrema importância porque tanto a obesidade quanto o diabetes aumentam o risco de infartos e derrames. A tirzepatida é inclusive também, estudada para tratar gordura no fígado. Proporcionando uma mudança significativa no foco de controle contra a obesidade, pode chegar a eliminar 50% do peso corporal excedente.

“Por fim, vale ressaltar que qualquer medicamento, cirurgia ou intervenção só faz sentido dentro de um tratamento completo contra a obesidade, com mudança na alimentação, exercício físicos. Estamos falando de uma doença crônica e que exige acompanhamento de longo prazo e mudanças de estilo de vida”, finaliza Araujo.

Fonte: IG Mulher

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