quinta-feira, junho 25, 2026

McDonald’s diz que brasileiro dá nomes a produtos pela ‘experiência’


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Novos McPicanha não têm picanha
Reprodução/YouTube – 20.04.2022

Novos McPicanha não têm picanha

Os representantes brasileiros das redes de fast food McDonald’s e Burger King enviaram ofícios ao Senado para explicar a polêmica em torno do McPicanha e do Whopper Costela, que foram alvo de Ministério da Justiça e Procons por não terem os cortes das carnes na composição dos seus hambúrgueres.

Ambas alegaram que deixam claro para o consumidor a composição do alimento, mas o McDonald’s foi além e disse que brasileiros estão acostumados a comprar produtos que apenas remetem à “experiência”. A informação é da Folha de São Paulo. 

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“O consumidor brasileiro está acostumado a adquirir produtos que sejam identificados por nomes que remetam ao sabor, ao aroma e à experiência que oferecem, e não necessariamente à sua composição”, afirma trecho da carta, obtida pela Folha.

Como justificativa para o nome, o McDonald’s disse que o molho utilizado adiciona o sabor da picanha ao hambúrguer. 

Representantes das duas redes de fast food foram convidados a participar de audiência no Senado Federal nesta quinta-feira (12) para explicarem os casos, mas disseram que não iriam comparecer. Também foram convidados representantes do Procon do Distrito Federal, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

Na carta enviada ao Senado, a Arcos Dourados Comércio de Alimentos, dona do McDonald’s no Brasil, lembra que suspendeu a venda do lanche logo após a polêmica. 

“Os sanduíches dessa nova linha foram desenvolvidos para conter, além do hambúrguer de carne 100% bovina, produzido com cortes selecionados, com o maior tamanho oferecido pela empresa, um exclusivo molho, sabor picanha (com aroma natural de picanha desenvolvido pela Kerry do Brasil) para trazer aos consumidores uma experiência ainda mais intensa do sabor da picanha brasileira”, afirma.

E por fim conclui que os consumidores brasileiros estão acostumados com esse tipo de prática.

“Há décadas são comercializados no Brasil produtos que levam no nome o sabor ou o aroma que ostentam, mas que não necessariamente contêm a matéria-prima que origina esse sabor, em sua composição. Cumpre destacar ainda que, especialmente a menção a sabores, é uma prática absolutamente comum, com a qual os consumidores estão amplamente habituados”


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