terça-feira, abril 28, 2026

Marina Silva diz que país precisa de uma autoridade de risco climático

Marina Silva falou sobre os problemas climáticos do Brasil
Reprodução/YouTube – 19.08.2022

Marina Silva falou sobre os problemas climáticos do Brasil

Nesta sexta-feira (19), Marina Silva (Rede Sustentabilidade), candidata a deputada federal por São Paulo, defende a criação de uma autoridade nacional de risco climático no Brasil. A ex-ministra do Meio Ambiente, que assistiu a sabatina feita pelo Estadão, em parceria com a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) , diz que o país tem perdido muito dinheiro por não saber cuidar da natureza.

“A gente vai precisar criar uma autoridade nacional de risco climático no Brasil. Nós temos uma autoridade para questão nuclear, talvez seja o caso de criar uma autoridade nacional para risco climático. As pessoas não sabem, mas o Brasil teve um prejuízo de 700 milhões de reais no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul em função de um fenômeno. Diminuímos o período de chuvas, lá são 27 dias. Você imagina alguém pegando 71 milhões de reais e botando fogo? Ninguém faz isso. Mas quando a gente destrói a floresta, a temperatura aumenta e diminui o regime de chuva, a gente tá tocando fogo em dinheiro. Temos que considerar o risco climático”, afirma Marina ao IG.

A ex-ministra relembra que vários pontos do Brasil, como Petrópolis, Sul da Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco, enfrentaram problemas de enchentes. “É um risco climático grave. O Brasil é vulnerável. Por isso é preciso criar uma autoridade para o risco climático. A destinação correta de 70 milhões de hectares de área de floresta pública na Amazônia, que está sendo invadida e grilada, como é o caso do Vale do Javari”, explica.

Marina critica o governo Bolsonaro, apontando inúmeros equívocos, na visão dela, que estão prejudicando o meio ambiente. “O Brasil perdeu controle aéreo, terrestre, tá perdendo o controle pelos rios da Amazônia, que é nosso território. E o que tem acontecido? Tráfico de drogas e armas, pesca ilegal, garimpo ilegal e exploração de madeira”, pontua.

“Por isso é fundamental destina de forma correta esses 70 milhões de hectares. De que forma? Demarcação de terras indígenas, criar unidade integral de uso sustentável, faz a destinação de concessão de florestas públicas, que é o caso de manejo florestal. Tínhamos uma agenda, que funcionou durante o governo Lula, mas foi perdendo força e acabou sendo enfraquecida no governo Temer. Agora foi destruída pelo Bolsonaro”, conclui.

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Fonte: IG Política

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