terça-feira, junho 30, 2026

Marburg: OMS monitora duas mortes por vírus raro em Gana

A doença provocada pelo microrganismo, que é da família Filoviridae, a mesma do Ebola, é rara
CDC / Unsplash

A doença provocada pelo microrganismo, que é da família Filoviridae, a mesma do Ebola, é rara

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, nesta quinta-feira, que análises preliminares detectaram dois óbitos pelo vírus Marburg em Gana — as primeiras infecções pelo patógeno no país. A doença provocada pelo microrganismo, que é da família Filoviridae, a mesma do Ebola , é rara. No entanto, provoca quadros de febre hemorrágica altamente letais. Segundo dados dos últimos surtos registrados, as mortes podem chegar a 88% dos diagnósticos.

De acordo com a OMS, os dois pacientes não têm relação um com o outro e apresentaram sintomas como diarreia, febre, náuseas e vômitos. A instituição enviou especialistas ao país para auxiliar no monitoramento, testagem e rastreamento de contatos próximos aos infectados.

“As autoridades de saúde estão no local investigando a situação e se preparando para uma possível resposta ao surto. Estamos trabalhando em estreita colaboração com o país para aumentar a detecção, rastrear contatos e estar prontos para controlar a propagação do vírus”, disse Francis Kasolo, representante da organização em Gana.

No último ano, a Guiné detectou um caso da doença, o primeiro na região da África Ocidental. Com todos os contatos próximos identificados e isolados, o surto foi declarado como encerrado cinco semanas depois sem novos diagnósticos. Outros eventos esporádicos já foram registrados nos últimos anos em países como Quênia, África do Sul e Uganda, mas com poucos casos e de forma controlada.

Os maiores avanços da doença foram na República Democrática do Congo, de 1998 a 2000, e em Angola, de 2004 a 2005, quando foram contabilizados respectivamente 128 e 228 mortos.

Embora os casos sejam detectados no continente africano, o vírus foi descoberto nas cidades de Marburg e Frankfurt, na Alemanha, em 1967. Na época, funcionários de laboratórios adoeceram após entrarem em contato com tecidos de macacos infectados que vieram da Uganda, no continente africano.

Trata-se, portanto, de um zoonose, ou seja, uma doença disseminada normalmente entre animais que passou a contaminar humanos — como foi o caso com a Covid-19 e a varíola dos macacos. De acordo com a OMS, o vírus é transmitido às pessoas geralmente por morcegos frugívoros e se espalha entre humanos pelo contato direto com os fluidos corporais de pessoas, superfícies e materiais infectados.

Os sintomas envolvem febre alta, dor de cabeça intensa e mal-estar, com muitos pacientes desenvolvendo sinais hemorrágicos graves dentro de sete dias. A taxa de letalidade varia de 24% a 88%, segundo informações de surtos anteriores, dependendo da cepa do vírus e da resposta das autoridades de saúde. Não existem vacinas ou antivirais destinados ao microrganismo.

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Fonte: IG SAÚDE

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