quarta-feira, junho 10, 2026

Kajuru alerta sobre riscos da falta de regulação contra fake news

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (9), Jorge Kajuru (PSB-GO) alertou sobre o risco de a regulação de conteúdo das plataformas digitais e redes sociais acabar nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar demonstrou preocupação com a demora na votação do Projeto de Lei 2.630/2020, o chamado PL das Fake News, e possíveis alterações que o texto possa sofrer na Câmara dos Deputados, o que o faria retornar ao Senado. Segundo Kajuru, a falta de consenso pode abrir espaço para a intervenção do Supremo, que poderá, por conta própria, fazer a regulação ao votar um recurso extraordinário sobre a constitucionalidade do Marco Civil da Internet.

— Nada contra o Supremo legislar; afinal, ele também pode fazê-lo, assim como nós e evidentemente o Executivo. Mas, no princípio da separação de Poderes, essa é a prioridade do Poder Legislativo. Temos de cumprir nosso dever. O Senado e a Câmara não podem se omitir e, com isso, permitir que alguns setores usem o argumento da judicialização da política com o objetivo de criar instabilidades e provocar desequilíbrios institucionais. O Congresso tem de fazer o seu papel com independência, sem se submeter a pressões, quaisquer que sejam — disse.

De acordo com o senador, o projeto aprovado em 2020 no Senado e que agora será votado na Câmara dos Deputados enfrenta forte pressão das big techs, que são contrárias à ideia de regulação. Ele criticou argumentos usados pelas empresas, sob a alegação de defesa da liberdade de expressão: para Kajuru, “a esta altura, pelas barbaridades que aparecem nas redes sociais, tal argumento chega a ser para mim pueril, literalmente pueril”. Kajuru também afirmou que a regulação das plataformas digitais e redes sociais contra a disseminação de notícias falsas “será um avanço civilizatório”.

— Nada mais óbvio do que impedir que as chamadas redes sociais sigam funcionando como usinas de ódio e desinformação, sem que se responsabilizem pelas consequências negativas, pelas mortes sociais que provocam, que envolvem desde a segurança em escolas até a saúde de nossa democracia — argumentou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Comunidade escolar já pode votar nas receitas do SuperChef da Educação 2026

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) iniciou, nesta terça-feira (9), a segunda etapa do concurso SuperChef da Educação – Melhores...

Agricultura familiar e turismo rural movimentam R$ 1,4 milhão em negócios durante a 33ª FIT Pantanal

A Feira da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Featur), promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar...

Com investimento de R$ 300 milhões, Governo de Mato Grosso facilita acesso à casa própria

O Governo de Mato Grosso investiu mais de R$ 300 milhões em habitação em 2025, por meio do programa SER Família Habitação. Os recursos...

Procon-MT fiscaliza preços de estacionamentos de shoppings de Cuiabá e Várzea Grande

A Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-MT), vinculada à Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc), está fiscalizando os...