segunda-feira, agosto 17, 2026

Interferência de Bolsonaro: defesa de Ribeiro vê nulidades em áudios


source
Ex-ministro da Educação foi preso nessa quarta-feira (22)
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – 17/03/2022

Ex-ministro da Educação foi preso nessa quarta-feira (22)

O advogado Daniel Bialski, que defende o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro , reagiu nesta sexta-feira à divulgação de interceptações telefônicas, que para o Ministério Público Federal (MPF) apontariam suposta interferência do  presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

Bialski classifica o episódio como “abuso de autoridade” e diz que a Justiça de primeira instância não tinha competência para autorizar a operação se o caso envolvia suspeitas sobre o presidente, que é uma autoridade com foro privilegiado.

Para o advogado, a operação deveria ter sido encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que é o foro que pode tratar de fatos que envolvem o presidente

“Observando o áudio citado na decisão, causa espécie que se esteja fazendo menção a gravações e mensagens envolvendo autoridade com foro privilegiado, ocorridas antes da deflagração da operação. Se assim o era, não haveria competência do juiz de primeiro grau para analisar o pedido feito pela autoridade policial e, consequentemente, decretar a prisão preventiva. Se realmente esse fato se comprovar, atos e decisões tomadas são nulos por absoluta incompetência e somente reforça a avaliação de que estamos diante de ativismo judicial e, quiçá, abuso de autoridade, o que precisará também ser objeto de acurada análise”, diz uma nota da defesa que é assinada por Bialski.

A conversa entre Ribeiro e sua filha ocorreu no dia 9 de junho, portanto 13 dias antes da operação da Polícia Federal que prendeu o ex-ministro e mais quatro pessoas investigadas no caso. Por causa desse diálogo, o MPF apontou suspeitas de vazamento e de interferência indevida do presidente e somente nesta manhã pediu o envio do caso ao STF.

Ao GLOBO, o advogado de Ribeiro voltou a questionar a forma como a operação foi conduzida.

“Se o MPF entendeu que, de alguma forma, o presidente podia ter interferido o inquérito devia ser mandado ao STF. Eles (a primeira instância) não tinham competência pra isso. Mas deram andamento, decretaram a prisão e prenderam. E depois que a prisão foi revogada disseram que não tinham mais competência. Fora que esses atos são todos nulos”, disse Bialski.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Maioria do Supremo valida Moratória da Soja firmada há 20 anos entre produtores

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (12) validar a chamada Moratória da Soja, acordo celebrado há 20 anos pelas principais empresas que...

Homem é preso com estoque de remédios ilegais para emagrecimento e é solto após pagar fiança

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (12), um homem, de 42 anos, durante o cumprimento de um mandado de...

Pivetta: Fui pego de supresa com operação da PF; o tempo provará inocência de Mauro Mendes, Fábio Garcia e Mauro Carvalho

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) comentou hoje (12) o impacto político da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, que atingiu diretamente seus principais aliados....

Com relatoria de Rodrigo da Zaeli, Comissão aprova porte de arma para empresários

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (11), o Projeto de Lei nº 5.438/2025,...