sexta-feira, agosto 14, 2026

INSS paga 13º antecipado nesta segunda; veja quem recebe a parcela


source
INSS paga 13º hoje
Alessandra Nogueira

INSS paga 13º hoje

Os mais de 36 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber nesta segunda-feira (25) os pagamentos referentes ao mês de abril e a antecipação da primeira parcela do 13º salário. Os créditos serão feitos até o dia 6 de maio. O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.

Uma maneira simples de fazer a consulta dos benefícios do INSS é através da central de atendimento por telefone, no número 135. Ao ligar, informe o número do CPF e confirme algumas informações cadastrais, de forma a evitar fraudes. O atendimento está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia 

O segurado pode acessar o site Meu INSS. Após fazer o login, na tela inicial, clique no serviço de “Extrato de Pagamento” é possível ter acesso ao seu extrato e todos os detalhes sobre o pagamento do benefício.

A consulta do benefício também pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS, disponível para Android e iOS. Assim como no acesso pelo site, de início, é necessário fazer o login, e então, todos os serviços disponíveis e histórico das informações do beneficiário serão listados.

Quem tem direito

Recebem o abono os beneficiários de aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-acidente, auxílio-reclusão, pensão por morte e outros auxílios administrados pelo instituto, com exceção de quem recebe Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), que é pago a idosos acima de 65 anos de baixa renda e pessoas com deficiência carentes e equivale a um salário mínimo (R$ 1.212), e Renda Mensal Vitalícia, mantida apenas para aqueles que já eram beneficiários até dezembro de 1995.

Normalmente, o pagamento do abono é feito nos meses de agosto/setembro e novembro/dezembro. Mas, nos dois últimos anos, o pagamento foi antecipado para o primeiro semestre por conta da pandemia de coronavírus e para aquecer a economia. A medida, no entanto, deixou os beneficiários sem uma renda extra no fim do ano.

Sem abono no final do ano

Desde que o governo começou a antecipar o abono de Natal, o senador Paulo Paim (PT/RS) tem defendido a criação de um 14º salário para os beneficiários. Inclusive está em tramitação no Senado o Projeto de Lei 3.657, de 2020, de autoria do próprio senador petista. Ele conversou com o EXTRA sobre a antecipação do abono, mas não vê esse pagamento como uma solução para aposentados e pensionistas equilibrarem as contas.

“A antecipação do 13º salário é uma medida que ajuda, mas não resolve o problema dos aposentados e pensionistas. Eles estão endividados e suas rendas foram consumidas pelo aumento da inflação. Por isso, defendo a aprovação imediata do 14º salário, um projeto de minha autoria, apresentado em 2020. E ainda tem o projeto de autoria do deputado Pompeo de Mattos. Estes, sim, os ajudariam a superar essa crise. Todos os setores da sociedade receberam auxílio para enfrentar a pandemia. Aposentados e pensionistas foram os únicos que não receberam”, avalia Paim.

Bloqueio

Aposentados e pensionistas que recebem pela modalidade de cartão magnético que não sacam o benefício por dois meses seguidos (60 dias) ficam sem pagamento. O dinheiro, nestes casos, volta aos cofres da Previdência. Conforme o instituto, o bloqueio e a devolução do dinheiro estão previstos no Protocolo de Pagamento de Benefícios, parte integrante do contrato estabelecido entre INSS e a rede bancária.

Para o segurado que teve o benefício cancelado, basta se dirigir ao banco em que recebe o pagamento. Mas para quem deixa passar mais de 60 dias, o desbloqueio precisa ser feito nas agências da Previdência Social. É preciso levar à instituição financeira um documento com foto, como identidade, Carteira de Trabalho ou carteira de motorista, por exemplo.

Leia Também

“Com o aposentado comprovando o direito de receber, o valor é estornado e pago pelo INSS”, explica Adriane Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP). Vale destacar que o valor que volta para o segurado é corrigido pela taxa básica de juros (Selic), que hoje está em 11,75% ao ano.

 Confira como podem ficar as aposentadorias em 2023

A previsão de um Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 6,7% para 2023 vai fazer o salário mínimo chegar a R$ 1.294 e na esteira desse aumento, caso se confirme, o novo valor vai alterar diversos benefícios, entre eles aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), enviado ao Congresso pelo governo federal na quinta-feira, o índice deve ficar em 6,7% em 2023.

Um aposentado que receba o piso nacional, hoje em R$ 1.212, no próximo ano poderá receber R$ 1.294 a partir de janeiro, caso a previsão do INPC se confirme. O PLDO, no entanto, não garante aumento real na renda, somente corrige o valor dos benefícios tendo como base a inflação. Desde 2019 aposentados e pensionistas do INSS estão sem aumento real nos benefícios.

Isso porque o governo mudou a política de valorização do salário mínimo. Até 2018 no cálculo do reajuste, que garantia o ganho real, eram levados em conta a inflação e a variação do Produto Interno Bruto (PIB).

“A falta de aumento real do mínimo vai prejudicar ainda mais aposentados e pensionistas, que já ganham pouco”, critica João Batista Inocentini, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Idosos (Sindnapi).

No caso dos segurados que ganham acima de um salário mínimo o reajuste deve considerar para cálculo do INPC de 6,7%. Cabe destacar que o teto do INSS também leva o INPC como base de reajuste, sendo assim, considerando o atual teto de R$ 7.087,22, o novo teto para 2023 pode chegar a R$ 7.562.

 Norma foi criada em 2004 e perdeu a validade em 2018

Regra que acabou em 2018 e garantia o ganho real do mínimo foi criada após acordo com entidades representativas de aposentados e o governo, em 2004, na época do governo Lula. O cálculo levava em conta a inflação pelo INPC do ano anterior mais o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Caso o crescimento do PIB fosse negativo, o valor considerado para esse indicador na fórmula seria zero. Em 2015 virou lei, mas acabou perdendo a validade em 2018 e o atual governo não retomou a fórmula de cálculo.

Mas como nem sempre o mínimo passou a inflação, o reajuste algumas vezes ficou aquém do esperado. Em 2018, por exemplo, o reajuste dos benefícios acima do mínimo foi de 2,07%, enquanto a variação do salário mínimo foi de apenas 1,81%. A correção mais baixa em 24 anos que os aposentados do INSS tiveram.

Vamos ver um exemplo para ficar claro o uso dessa fórmula? Em 2015, o valor do mínimo era de R$ 788. Ao final do ano, o governo colocou na conta os 11,57% de inflação medidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2015 mais 0,1% de crescimento do PIB em 2014.

“Com isso, houve um reajuste de 11,67% no valor do salário mínimo, que passou a valer R$ 880”, explica Inocentini.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Maioria do Supremo valida Moratória da Soja firmada há 20 anos entre produtores

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (12) validar a chamada Moratória da Soja, acordo celebrado há 20 anos pelas principais empresas que...

Homem é preso com estoque de remédios ilegais para emagrecimento e é solto após pagar fiança

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (12), um homem, de 42 anos, durante o cumprimento de um mandado de...

Pivetta: Fui pego de supresa com operação da PF; o tempo provará inocência de Mauro Mendes, Fábio Garcia e Mauro Carvalho

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) comentou hoje (12) o impacto político da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, que atingiu diretamente seus principais aliados....

Com relatoria de Rodrigo da Zaeli, Comissão aprova porte de arma para empresários

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (11), o Projeto de Lei nº 5.438/2025,...