sexta-feira, outubro 2, 2026

Inflação e dívidas devem ficar mais altas no próximo ano, prevê IFI

Valor das dívidas devem ficar mais caras em 2023, segundo estudo da IFI
Divulgação

Valor das dívidas devem ficar mais caras em 2023, segundo estudo da IFI

A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, elevou sua projeção para a inflação em 2023 de 4,2% para 4,8%, além de aumentar também a previsão para a dívida pública. Os números foram publicados no Relatório de Acompanhamento Fiscal (REF) nesta quarta-feira (13).

Segundo a IFI, a elevação da projeção de inflação para o ano que vem é um reflexo da recomposição das alíquotas dos impostos federais sobre os combustíveis que estão zerados até o final deste ano.

Apesar de aumentar a inflação em 2023, essa isenção colocada neste ano em conjunto com o limite para cobrança do ICMS aprovada pelo Congresso em junho, devem reduzir a inflação para 2022. A projeção da IFI passou de 8,6% para 7,4%.

Ainda assim, esse patamar significa um índice acima da meta de inflação, que é de 3,5% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Em 4,8% no ano que vem, a inflação também superaria o teto de 4,75% de uma meta de 3,25%.

A redução na projeção de inflação, que acaba elevando os juros reais, em conjunto pelo aumento da expectativa da taxa básica de juros, a Selic, para este ano também fizeram com que a IFI revisasse para cima sua expectativa para a dívida pública este ano.

A projeção passou de 78,7% do PIB no mês passado para 79,4% este ano.

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Déficit ou superávit

O relatório também apontou diferenças entre as projeções da IFI e dos parâmetros que constam na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), texto que dá base para o Orçamento anual, aprovada nesta semana.

Enquanto a LDO fixa meta de déficit de R$ 65,9 bilhões em 2023, a IFI projeta superávit de R$ 1,4 bilhão. Segundo a instituição, a diferença é por conta das surpresas positivas na arrecadação neste ano, que não foram consideradas na LDO, e de hipóteses diferentes para inflação e outros parâmetros.

No cálculo da IFI, as recentes medidas fiscais do governo em combinação com a mudança na regra do teto no final do ano passado, terão um impacto negativo no resultado primário em R$ 166 bilhões em 2022.

Recentemente, o governo diminuiu impostos sobre os combustíveis e vem trabalhando para aprovar a PEC Eleitoral, com R$ 41,2 bilhões em novos gastos.

Fonte: IG ECONOMIA

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