sexta-feira, agosto 14, 2026

Inflação alta e renda baixa: queijo ralado ‘fake’ surge nos mercados

Imagem do 'quase queijo ralado' ganhou as redes sociais
Reprodução

Imagem do ‘quase queijo ralado’ ganhou as redes sociais

Após os clientes darem de cara com soro do leite nas gôndolas dos supermercados , agora está sendo vendido a mistura alimentícia com queijo ralado, que ganhou destaque no Twitter. A embalagem de 50 gramas do produto, da marca paranaense Seleti, é vendido por R$ 1,65. Mas o que para internautas parece motivo de espanto tem sido utilizado pela indústria alimentícia: a forma de aproveitar os subprodutos de alimentos, como o leite utilizado na fabricação do queijo, por exemplo.

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Lorena Coimbra, mestre em Ciências e Tecnologia de Alimentos pela IFRJ e Engenheira de Alimentos pela UFRRJ, e diretora e Fundadora da Foodtech Consultoria, explica que o soro de leite nada mais é que um subproduto das produções de queijo, que antes era descartado.

“Quando se faz a massa de proteína e gordura, que dá origem aos queijos, há uma sobra do soro de leite que é riquíssimo em proteínas, elas sempre foram utilizadas em bebidas lácteas. No Toddynho, por exemplo, a base é soro de leite. Outros alimentos também podem levar a mistura para dar viscosidade, aumento de massa e também um ganho proteico. Então não é um produto ruim, o consumidor pode comprar sem susto”, diz Lorena.

Ela avalia que com a alta da inflação a indústria precisa repensar a forma de ofertar os produtos como forma de minimizar os impactos no bolso do consumidor, como as bebidas lácteas, a diminuição das embalagens e a reformulação de alguns produtos. Dados de inflação divulgados pelo IBGE mostram que o preço do leite disparou 41,8% de janeiro a junho deste ano.

“A mistura alimentícia com queijo ralado leva o soro do leite na produção do parmesão. Por isso, e seguindo as normas da Anvisa, o produtor informa que se trata de uma mistura e não de queijo parmesão ralado”, explica a especialista.

Segundo ela, a medida foi tomada para diminuir os custos e continuar ofertando o produto, principalmente para as classes C e D. Além do soro de leite, o leite condensado já tem sido substituído por “mistura láctea condensada com soro de leite e amido” em algumas categorias de preço, finaliza Lorena.

Fonte: IG ECONOMIA

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