terça-feira, outubro 6, 2026

‘Fora Campos Neto’: sindicatos marcam protesto contra autonomia do BC

Lula abre fogo contra Banco Central em primeiro embate contra autonomia do BC
Reprodução

Lula abre fogo contra Banco Central em primeiro embate contra autonomia do BC

O Sindicato dos Bancários do Rio marcou para esta terça-feira (14) às 11 horas um protesto contra a autonomia do Banco Central (BC) , que também tem como pauta a redução dos juros e a destituição do presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto. 

Além do sindicalistas, o protesto contará com apoio de membros do PT, PSOL e PCdoB. E ainda da CUT, MST, Força Sindical, das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, entre outras organizações (a maior parte de origem sindical).

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“O Brasil possui há décadas, a mais alta de juros do planeta. Com a promessa de reduzir a Selic (taxa básica) e controlar a inflação, com a chamada “autonomia” do Banco Central implementada pelo então ministro da economia do governo Bolsonaro, Paulo Gudes, a cartilha neoliberal prometia juros mais baixos. No entanto, na prática, o BC, controlado hoje pelo sistema financeiro, eleva ainda mais a Selic e não ajuda a controlar a inflação”, diz a nota convocatória . 

A nota classifica a autonomia do BC como “farsa” e diz que os juros “travam o crescimento, aumentam o desemprego, a fome e enchem os bolsos dos rentistas.

Campos Neto foi criticado por ter “comprometimento com Jair Bolsonaro” e com o capital financeiro. Ainda segundo o documento, ele estaria trabalhando contra o atual governo.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, José Ferreira, defendeu a proposta de mobilização dos trabalhadores.

“Só para se ter ideia, nos EUA, houve forte reação da sociedade quando o Fed, o Banco Central de lá, elevou a taxa básica para 4,5% no ano passado. Abraçamos essa ideia da Contraf-CUT de realizarmos protestos contra estes patamares absurdos dos juros. A sociedade e o país não podem pagar tão caro para continuar bancando lucros exorbitantes para que banqueiros e especuladores ganhem mais dinheiro sem gerar emprego e agravem ainda mais a crise do país”, disse.

O  Banco Central está na mira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por manter os juros no patamar de 13,75%. Campos Neto também foi alvo de críticas do presidente, que alega “não haver justificativa” para manter a Selic em patamar tão elevado. 

Um grupo de economistas publicou uma carta conjunta na quinta-feira (9) cobrando  “razoabilidade” do Banco Central para reduzir a taxa básica de juros. 

Fonte: IG ECONOMIA

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