quarta-feira, abril 22, 2026

Fábrica de chocolate da Bélgica detecta salmonella

É a segunda vez no ano que o caso acontece em uma fábrica de chocolate na Europa
Divulgação/AMMA

É a segunda vez no ano que o caso acontece em uma fábrica de chocolate na Europa

A empresa suíça Barry Callebaut, uma das maiores do mundo no segmento de chocolate, anunciou nesta quinta-feira (30) que especialistas detectaram a presença de salmonella na maior de suas fábricas na Bélgica, localizada em Wieze, uma unidade de fabricação a nordeste de Bruxelas. A produção no local foi interrompida.

“Nossos especialistas identificaram a lecitina como a fonte da contaminação”, disse a empresa em comunicado, depois de detectar salmonela em um lote fabricado no local, destacando que “todos os produtos de chocolate fabricados em Wieze após 25 de junho foram embargados” e que as linhas de produção “serão desinfetadas antes de reiniciar” a fabricação.

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Um porta-voz da empresa disse à AFP que “a maioria dos produtos contaminados ainda está na fábrica da Wieze”, e uma pequena quantidade “com nossos clientes”. A empresa já entrou em contato com 73 clientes para garantir “que não há contaminação dos consumidores”. 

O grupo Barry Callebaut fornece preparações à base de cacau e chocolate para diversas empresas do setor alimentício e, em particular, para grandes marcas do setor de chocolate, como Hershey, Mondelez e Nestlé.

De acordo com um balanço interno em 2021/2022, as vendas anuais atingiram 2,2 milhões de toneladas. A sede da empresa fica em Zurique, na Suíça, embora tenha cerca de 60 unidades de produção em todo o mundo e empregue cerca de 13 mil pessoas. 

Em abril, a Agência Belga de Segurança Alimentar já havia determinado o fechamento de uma fábrica de outra marca gigante do setor de chocolates, a  Kinder (do grupo italiano Ferrero), devido a um surto de salmonela.

A justiça belga só autorizou em junho a reabertura da fábrica — na cidade de Arlon, sul da Bélgica, onde eram produzidos ovos de chocolate Kinder contaminados com salmonela — por um período experimental.

Essa autorização de reabertura da fábrica tem duração de três meses, durante os quais cada ingrediente será analisado antes da distribuição e venda dos chocolates.

*Com agências internacionais

Fonte: IG ECONOMIA

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