sexta-feira, abril 17, 2026

Dono do quiosque onde congolês trabalhava é aguardado para depor


source
Dono do quiosque onde congolês trabalhava é aguardado para depor
Reprodução / Facebook

Dono do quiosque onde congolês trabalhava é aguardado para depor

Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) vão ouvir o depoimento, nesta quinta-feira, de um cabo da Polícia Militar, lotado no 9ºBPM (Rocha Miranda). Ele é dono do quiosque Biruta, onde Moïse Kabamgabe trabalhava, assim como um dos seus agressores.

A família de Moïse alega que as agressões ao congolês foram motivadas após ele cobrar diárias de trabalho não pagas. Além do policial, sua irmã, que também é proprietária do estabelecimento, irá prestar depoimento.

Os agressores, identificados como Fábio Pirineus da Silva, conhecido como Belo; Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o Dezenove; e Brendon Alexander Luz da Silva, de apelido Tota, foram presos, temporariamente, por 30 dias, nesta quarta-feira. Moïse, que ingressou no Brasil como refugiado de guerra, em 2011, trabalhava de forma informal para se sustentar.

Na versão dos presos, no entanto, o espancamento ocorreu após Moïse tentar pegar cerveja do quiosque Tropicália, onde já havia trabalhado, e ameaçar um funcionário idoso, de nome Jaílson. A motivação para o crime ainda é apurada pela Polícia Civil.

Leia Também

Moïse morreu por espancamento no quiosque Tropicália, vizinho ao bar Biruta, onde ele trabalhava. O Samu constatou sua morte por volta das 23h e, após a perícia, seu corpo foi removido para o IML às 3h, do dia 25 de janeiro.

MPT instaura inquérito para apurar trabalho escravo

O Ministério Público do Trabalho informou que instaurou um inquérito civil para apurar trabalho análogo à escravidão nos quiosques onde Moïse já trabalhou.

“Durante a instrução do inquérito serão colhidas provas para responder questionamentos, como se havia trabalho sem pagamento de salário e sem direitos trabalhistas. Esse trabalho ocorria em condições análogas à escravidão?”, afirmou a procuradora Guadalupe Turos Couto.

Um dos agressores trabalhava no mesmo quiosque de Moïse. Muitos dos trabalhadores moram nas areias da praia ou passam a noite dentro dos quiosques onde trabalham e recebem o pagamento por comissão das vendas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Alunos de projeto social do CBMMT conquistam nove medalhas em campeonato estadual de Jiu-Jitsu

Alunos do projeto social Bom-Jitsu, iniciativa do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT), conquistaram nove medalhas no Campeonato Mato-grossense 2026 de Jiu-Jitsu (GI),...

Arena Pantanal recebe segunda rodada do FIFA Series de futebol feminino nesta terça-feira (14)

A Arena Pantanal, em Cuiabá, recebe, nesta terça-feira (14.4), a segunda rodada do FIFA Series, com confrontos do futebol feminino internacional. A programação começa...

Sine Estadual oferta mais de 2.537 vagas de trabalho nesta semana

O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), está ofertando 2.537 vagas de emprego...

Sejus articula ações com instituições para ampliar vagas e fortalecer sistema prisional em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) sediou, nesta segunda-feira (13.4), uma reunião institucional com representantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e...