quinta-feira, abril 16, 2026

Copom mantém taxa Selic em 13,75%, mas sinaliza redução em maio


Banco Central mantém taxa Selic no mesmo patamar pela sexta vez consecutiva
Divulgação

Banco Central mantém taxa Selic no mesmo patamar pela sexta vez consecutiva

O Comitê de Políticas Econômicas do Banco Central (Copom) decidiu nesta quarta-feira (22) em manter a taxa básica de juros em 13,75%, o maior patamar desde novembro de 2016. Essa é a sexta vez em que o BC mantém a Selic na atual porcentagem.

A decisão de manter a taxa juros em patamares altos acontece em meio à pressão do Palácio do Planalto para que o BC reduza drasticamente a Selic. As críticas da cúpula petista não surtiram efeito neste momento, mas podem impactar na próxima.

No comunicado, o Copom informou que considera alterar a taxa de juros na reunião entre os dias 2 e 3 de maio. Porém, a redução dos juros dependerá da aceitação pelo novo arcabouço fiscal do governo e da situação econômica do país no próximo mês.

O estrategista-chefe da Nomos, Rodrigo Correa, afirma que ainda não há ações do governo para segurar a inflação e, por isso, a Selic não pode ser reduzida. Correa ainda lembra dos gastos do governo, que pressionam o índice inflacionário.  

“O fato é que toda essa taxa de juros alta que temos hoje, conseguimos domar a inflação que estava em dois dígitos. Mas as últimas leituras da inflação são mistas e existe uma tendência de reaceleração da inflação, por isso, do ponto de vista técnico, não existe espaço para reduzir os juros”, explica.

Críticas da cúpula petista

O Banco Central e seu presidente, Roberto Campos Neto, têm sido alvo de críticas por parte da cúpula petista, principalmente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o Palácio do Planalto, os juros estão “extremamente elevados” e não condizem com a realidade brasileira.

Além de Lula, a deputada federal Gleisi Hoffman e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, também criticaram as ações do BC. O último a tecer críticas à Selic foi o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que classificou a taxa básica de juros, a Selic, como “exageradamente elevada”. Para Haddad, há espaços para corte nos juros.

“O Brasil está em uma situação favorável em relação aos seus vizinhos e ao resto do mundo. Nós não temos problemas geopolíticos, como a Ásia e a Europa, nossa inflação está mais controlada que no resto do mundo. Nossa taxa de juros está exageradamente elevada, o que significa espaço para cortes, num momento em que a economia brasileira pode e deve decolar”, disse Haddad em seminário do BNDES na última terça-feira (22).

Fonte: Economia

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Alunos de projeto social do CBMMT conquistam nove medalhas em campeonato estadual de Jiu-Jitsu

Alunos do projeto social Bom-Jitsu, iniciativa do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT), conquistaram nove medalhas no Campeonato Mato-grossense 2026 de Jiu-Jitsu (GI),...

Arena Pantanal recebe segunda rodada do FIFA Series de futebol feminino nesta terça-feira (14)

A Arena Pantanal, em Cuiabá, recebe, nesta terça-feira (14.4), a segunda rodada do FIFA Series, com confrontos do futebol feminino internacional. A programação começa...

Sine Estadual oferta mais de 2.537 vagas de trabalho nesta semana

O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), está ofertando 2.537 vagas de emprego...

Sejus articula ações com instituições para ampliar vagas e fortalecer sistema prisional em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) sediou, nesta segunda-feira (13.4), uma reunião institucional com representantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e...