domingo, abril 19, 2026

Consumidor muda hábitos no mercado e descarta marcas famosas

Imagem meramente ilustrativa de uma criança comendo um prato de comida.
Reprodução/ Oxfam Brasil

Imagem meramente ilustrativa de uma criança comendo um prato de comida.

A intensificação de ofertas nos supermercados e ampla variedades de marcas somadas aos recursos extras injetados na economia e a queda na taxa de desemprego impulsionaram o Consumo nos Lares Brasileiro no primeiro semestre. O indicador, medido pela Associação Brasileira de Supermercados encerrou o período com alta de 2,20%.

Na comparação junho ante maio, o indicador apresentou alta de 0,10%. Em relação a junho de 2021 a alta é de 6,03%. Todos os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Para fazer frente a alta da inflação dos alimentos, o consumidor fez compras mais planejadas, trocou marcas e buscou mais promoções. O varejo intensificou as negociações comerciais com os fornecedores, ampliou o número de marcas e fez mais promoções nas lojas. Assim, no que se refere à variedade de marcas, na região Sul, por exemplo, o consumidor encontrou nas gôndolas ao menos 37 marcas de arroz, no Nordeste foram 27.

As embalagens de melhor custo-benefício estiveram no radar do consumidor. Ele passou a escolher aquelas que apresentavam maior economia ou melhor valor agregado.

Outro destaque no semestre foi o produto marca própria do supermercado. Com preços, em média de 20% a 30% mais baixos do que das marcas líderes da categoria, eles estão presentes em 34% dos lares.

“Com renda mais restrita, o consumidor não pode errar e, por isso, ele tem mais resistência a trocar de marca. Porém, o produto marca própria tem alta qualidade, preço competitivo e ajuda a compor a cesta de abastecimento”, analisa o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

Para os próximos meses, o pagamento do pacote de benefícios aprovados pelo congresso nacional deve aumentar o consumo nos lares. ABRAS estima que cerca de 50 a 60% dos valores liberados pelo governo devem ser destinados à cesta de consumo.

Abrasmercado: cesta acumula alta de 10,41% de janeiro a junho

Em um semestre em que os preços das commodities foram impulsionados pelo impacto da invasão da Ucrânia, clima adverso e altos custos de produção e transporte, o Abrasmercado – indicador da cesta composta por 35 produtos de largo consumo como alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza – acumulou alta de 10,41%. Assim, o preço da cesta na média nacional chegou a R$ 773,44 em junho.

As altas mais expressivas no semestre foram puxadas por batata (+55,81%), cebola (+48,13%), leite longa vida (+41,77%), feijão (+40,97%), queijo muçarela (+36,10%).

ABRAS revisa a previsão do Consumo nos Lares

Com a melhora no índice de inflação, o aumento do emprego formal e dos recursos que começaram a ser injetados na economia nesta semana com o pagamento dos auxílios do pacote de benefícios aprovados pelo congresso nacional, a ABRAS revisou as projeções do Consumo nos Lares Brasileiros.

“Esse dinheiro vai movimentar o consumo nos lares, então, o crescimento em ritmo moderado do primeiro semestre deve ficar para trás. Daqui para frente, o consumo tende a ser mais intenso e estável porque cresceu o número de famílias, aumentou o valor do benefício e novos auxílios foram criados para outras categorias profissionais: caminhoneiros e taxistas”, analisa o vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan.

Neste ano, o setor supermercadista que – inicialmente previa crescimento de 2,80% no consumo nos lares – projeta uma alta entre 3,00% e 3,30%.

“Olhando para frente, o comércio tem ao menos três importantes datas para impulsionar as promoções e incentivar consumo nos lares: a Black-Friday, a Copa do Mundo e as festas de fim de ano”, diz Milan.

Outras fontes de recursos são a restituição do imposto de renda (4º e 5º lotes), o resgate de R$ 25 bilhões do PIS/Pasep por 10 milhões de pessoas e o pagamento do 13º terceiro salário para trabalhadores formais, funcionários e servidores públicos.

Fonte: IG ECONOMIA

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