quinta-feira, fevereiro 22, 2024
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Caso Moïse: advogado nega que PM seja dono de quiosque na Barra


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Moïse Kabamgabe, congolês morto em quiosque na Barra da Tijuca
Reprodução

Moïse Kabamgabe, congolês morto em quiosque na Barra da Tijuca

Advogado do cabo da Polícia Militar Alauir de Mattos Faria, Lennon Lopes Ribeiro Corrêias, negou que seu cliente seja dono do quiosque Biruta, na Barra, ao lado de onde o  congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, foi espancado até a morte na semana passada, no quiosque Tropicália. Alauir presta depoimento nesta quinta-feira na Delegacia de Homicídios da capital (DHC) . Segundo Lennon, o PM “apenas ajudava a mulher” que trabalha no local como cliente. A mulher a que se refere é sua irmã, Viviane Faria, gerente do Tropicália.

A Orla Rio, concessionária à frente dos quiosques, no entanto, emitiu nota esclarecendo que Alauir não é o operador responsável pelo quiosque Biruta, mas está à frente do estabelecimento de forma irregular . Segundo a concessionária, há um processo judicial em trâmite para reintegração de posse do comércio.

A concessionária Orla Rio informou ainda que o contrato para a administração do Biruta foi celebrado com o antigo operador Celso Carnaval, que sem o consentimento da empresa, entregou a operação do quiosque a Alauir. Segundo a Orla Rio, o ex-operador já foi notificado pela concessionária por conta dessa e de outras irregularidades que estavam sendo cometidas, mas como o mesmo não as sanou, foi feita a rescisão do contrato e teve início uma ação judicial para reintegração de posse.

“Sou advogado do Alauir. Não tenho informações pessoais nem da Viviane, nem do tal Celso. Essa parte do operador irregular, não me foi passado nada. Não tenho essas informações. Sobre a parte de ser reconhecido como dono, ele frequentava até 2019, com bastante frequência. Durante a pandemia não foi muito. Estava sempre lá para ajudar a irmã dele, a Viviane. Por ser irmão da Viviane, que é a gerente, as pessoas também enxergavam nele uma certa autoridade. Então falavam que ele era o dono. Mas oficialmente não é.”

Lennon confirma que seu cliente esteve no quiosque no dia seguinte: “Foi para saber o que tinha acontecido.”

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