sábado, junho 27, 2026

Assembleia aprova projeto para tornar o jiu-jítsu patrimônio cultural de Mato Grosso


Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, em sessão nesta quarta-feira (16), o Projeto de Lei nº 283/2021, de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PSL), que tem como objetivo reconhecer a arte marcial jiu-jítsu como manifestação da cultura mato-grossense e patrimônio cultural imaterial.

De acordo com o parlamentar, o reconhecimento da importância da arte marcial, que proporciona disciplina, confiança, autocontrole e desenvolvimento de autoestima, trará enormes benefícios aos jovens do estado.

“Isso fará com que esta atividade esportiva possa ser reconhecida dentro das escolas, dentro das forças de segurança como patrimônio cultural e com certeza levará isso até nossas crianças. Tem sido de grande ajuda onde foi aplicado, para que as crianças possam se dedicar ao esporte, ao invés de outras atividades que se tornariam ilícitas”, explicou o deputado.

Em Mato Grosso, existem hoje vários professores que ensinam jiu-jítsu em escolas, academias e projetos sociais.  O estado também exporta professores para o mundo todo, incluindo países como a China, países europeus, o próprio Estados Unidos da América, sendo alguns exemplos da proporção desta arte marcial e do impacto que ela tem nas comunidades. De acordo com o presidente da Federação Jiu-jitsu e Lutas Associadas (Fmtjjla), Francisco José Pessoa Fernandes, não há o número exato de praticantes no estado, mas no último campeonato brasileiro, 100 atletas representaram Mato Grosso. “Fora do período do pandemia, conseguiríamos levar de 400 a 500 representantes, como já ocorreu em outros anos”.

Ainda segundo Chicão, como é conhecido, atualmente a federação desenvolve projetos sociais em seis Batalhões da Polícia Militar, sendo quatro em Várzea Grande e dois em Cuiabá, e no  Palácio das Artes, voltados para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.

O projeto também solicita o nome de “Lei Mestre Chicão”, em homenagem a Francisco José Pessoa Fernandes, pioneiro da arte marcial em Mato Grosso, que desde os anos 90 ensina e forma jovens em todo o Estado.

Fonte: ALMT

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