sexta-feira, abril 24, 2026

Após regulação, Caixa decide interromper consignado no Auxílio Brasil

A nova presidenta da Caixa, Rita Serrano e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de posse,em Brasília
Valter Campanato/Agência Brasil

A nova presidenta da Caixa, Rita Serrano e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de posse,em Brasília

A Caixa Econômica Federal, responsável pela maior parte dos empréstimos consignados atrelados ao Auxílio Brasil, decidiu interromper a modalidade de crédito após a regulamentação promovida pelo governo Lula . A linha de crédito estava suspensa desde o dia 12 de janeiro para revisão.

O banco público cobrava taxa de juros de 3,45% ao mês. No início de fevereiro, o governo federal  reduziu de 40% para 5% o limite de desconto mensal para beneficiários do Auxílio Brasil (atual Bolsa Família) que contratarem a modalidade de crédito consignado. Além disso, o número máximo de parcelas foi reduzido de 24 para seis, e o limite máximo de juros caiu de 3,5% para 2,5% ao mês.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG

“A CAIXA informa que os estudos técnicos sobre o Consignado Auxílio foram concluídos e o banco decidiu retirar o produto de seu portfólio. A linha de crédito estava suspensa desde o dia 12 de janeiro para revisão”, disse o banco em nota enviada ao iG

“Para os contratos já realizados, nada muda. O pagamento das prestações continua sendo realizado de forma automática, por meio do desconto no benefício, diretamente pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS)”, completou.

A presidente do banco, Rita Serrano, em entrevista ao jornal Valor Econômico publicada nesta quarta-feira (22), disse que com as novas regras, a operação “não se paga”. 

“Com as novas regras, a operação não se paga. Além disso, esse produto teve um cunho eleitoral, a Caixa foi o banco que mais ofertou crédito, com R$ 7,6 bilhões. É uma excrescência. Não posso ofertar crédito em um auxílio para uma pessoa se alimentar. Na minha opinião, isso tem de ser anulado”, disse.

Ela negou que tenha possibilidade de perdoar as dívidas das pessoas que já contrataram a modalidade de crédito. Se houver perdão da dívida, precisará ser com recursos da União, e não do banco, argumentou. 

Serrano disse também que não teme alta da inadimplência com a revisão que o governo promete fazer nos beneficiários dos programas sociais. Segundo ela, “haverá alguma inadimplência, mas no cálculo dos juros, isso já foi avaliado”. 


Fonte: IG ECONOMIA

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Alunos de projeto social do CBMMT conquistam nove medalhas em campeonato estadual de Jiu-Jitsu

Alunos do projeto social Bom-Jitsu, iniciativa do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT), conquistaram nove medalhas no Campeonato Mato-grossense 2026 de Jiu-Jitsu (GI),...

Arena Pantanal recebe segunda rodada do FIFA Series de futebol feminino nesta terça-feira (14)

A Arena Pantanal, em Cuiabá, recebe, nesta terça-feira (14.4), a segunda rodada do FIFA Series, com confrontos do futebol feminino internacional. A programação começa...

Sine Estadual oferta mais de 2.537 vagas de trabalho nesta semana

O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), está ofertando 2.537 vagas de emprego...

Sejus articula ações com instituições para ampliar vagas e fortalecer sistema prisional em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) sediou, nesta segunda-feira (13.4), uma reunião institucional com representantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e...