quinta-feira, abril 30, 2026

Americanas tem queda de 57% no tráfego do site após anúncio de rombo

Americanas tem queda no site
Divulgação/Americanas

Americanas tem queda no site

O tráfego no site das Americanas teve uma queda de 57% em janeiro, segundo o Itaú BBA. Apesar dos acessos já apresentarem uma diminuição antes do anúncio da dívida bilionária, a redução do tráfego acelerou depois de 11 de janeiro. Nesta data, a Americanas revelou inconsistências contábeis de mais de R$ 20 bilhões — hoje sabemos que passa de R$ 40 bilhões.

Essa queda no acesso, que considerou todo o mês de janeiro, representa uma redução de 56% no tráfego quando comparado ao mesmo período de 2022. Concorrentes da Americanas, como Amazon e Magalu, tiveram aumento de acesso no mês de janeiro.

Motivos para a queda no tráfego após divulgar rombo

Como explicado, a queda nos acessos ao site da Americanas iniciou antes da divulgação do rombo bilionário. Todavia, a situação piorou quando a dívida foi revelada — segundo os administradores judiciais, o total é de R$ 47,9 bilhões. Lojistas estão dificultando as vendas no marketplace da Americanas e os clientes não pretendem continuar comprando na empresa.

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Depois do anúncio do rombo, os vendedores do marketplace aumentaram os preços dos seus produtos, tentando afugentar os clientes. Há um temor entre esse grupo de que a Americanas bloqueie o crédito a receber. Logo, a maneira encontrada para evitar as vendas foi subir os preços.

Por consequência, esses valores elevados levam os consumidores a buscarem os e-commerces concorrentes. E claro, os próprios clientes da Americanas podem ficar com medo de não receber os produtos por algum corte na logística ou falência da empresa. Antes de divulgar a dívida, a empresa contava com 49 milhões de clientes ativos.

Contudo, uma pesquisa da agência Pullse mostra que 43% dos clientes vão continuar usando a plataforma. Ou seja, 57% devem desistir de usar o marketplace da Americanas. O e-commerce representa (ou representava) 65% das vendas totais brutas da companhia.

Ainda sobre os clientes, esse público demonstra preocupação com o cashback. A oferta, que devolve uma parte do valor da compra ao cliente, é um atrativo e faz com que os consumidores utilizem o crédito para planejar compras maiores. A dívida bilionária faz com que os clientes tenham medo de perder o cashback de credores da Americanas, como o Banco Inter e Meliuz. No entanto, as duas empresas afirmam que manterão o pagamento do benefício.

De acordo com a Americanas, a Ame, serviço financeiro da empresa e uma opção da cashback nas compras, e o e-commerce não serão afetados pela recuperação judicial.

Queda antes de 11 de janeiro é efeito do Natal

Enquanto diversos fatores explicam a queda após o anúncio do rombo de R$ 47,9 bilhões, a redução do acesso entre o dia 1º e 11 de janeiro é mais simples. Após o período de Natal, os consumidores tendem a reduzir os seus gastos para pagar as compras da data festiva.

Esse mesmo efeito é visto em outros e-commerces, lojas físicas e até no Pix. Desde a consolidação do pagamento instantâneo, o mês de janeiro apresenta uma queda de movimentação no Pix.

Fonte: IG ECONOMIA

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