segunda-feira, junho 29, 2026

Doutora diz que Bolsonaro não comprou vacina contra nova variante

Doutora Margareth Dalcolmo
Reprodução/Twitter

Doutora Margareth Dalcolmo

A pesquisadora da Fiocruz e pneumologista Margareth Pretti Dalcolmo detalhou os motivos das vacinas que foram disponibilizadas aos brasileiros não estão protegendo contra a nova cepa da Covid-19 , a BQ1. Ela revelou que as doses de imunizante de segunda geração não tiveram suas compras aprovadas pelo governo Jair Bolsonaro (PL).

“O Norte do Brasil mostrou de maneira tristemente pedagógica que aquela conversa de imunidade de rebanho, como nós contestamos tantas vezes, estava errado, porque não é doença que confere imunidade de rebanho. O que confere imunidade de rebanho é vacina, esse termo se aplica à vacina, e não à doença”, falou.

“Então, o Norte do Brasil provou isso de uma maneira muito triste. Fora isso, haver novas variantes não surpreende. O que nos preocupa e tem sido monitorado pela vigilância epidemiológica pela vigilância genômica, inclusive no Brasil, é que podem surgir, sim, variantes e subvariantes, como é a cepa BQ1, que é essa que hoje já circula entre nós, que tem uma alta taxa de transmissão e que tenham um escape vacinal”, acrescentou.

Margareth relatou que os brasileiros precisam urgentemente de “vacinas de segunda geração”. Ela explicou que o imunizante reforçará a proteção da população que mora no Brasil

“Então, nesse momento, a vacina que nós tomamos, mesmos nós todos, que tomamos quatro doses, duas doses e dois reforços, na verdade, a cepa bq1 tem escape. Nós precisaríamos, nesse momento, estar sendo vacinados com as vacinas de segunda geração, as chamadas vacinas ambivalentes ou bivalentes, que são aquelas feitas, construídas com a proteína spike da cepa Ômicron, que é essa que dá margem a todas essas variantes”, comentou.

Pesquisadora lamenta negligência do governo Bolsonaro

A pesquisadora demonstrou descontentamento com a demora por parte do governo Bolsonaro para a distribuição dos imunizantes.  “Essa vacina, lamentavelmente, ela tá submetida, tem um pedido que nós sabemos, de aprovação, na Anvisa, desde setembro, e não sabemos porque isso não foi aprovado e nem sabemos quanto foi pedido pra ser comprado, acho eu que não foi pedido nada até agora”.

“Mas nós precisaríamos estar sendo vacinados com esta vacina, vacina de segunda geração ambivalente, que já está sendo aplicada nos países europeus, que já está sendo aplicada nos Estados Unidos… Então, essa é que nós merecíamos estar tomando agora”, concluiu.

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Fonte: IG SAÚDE

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