terça-feira, outubro 6, 2026

Ajuste no auxílio vai proteger 54 mi das altas nos preços, diz Guedes

Ministro da Economia, Paulo Guedes defendeu aumento de R$ 200 no Auxílio Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom / Arquivo / Agência Brasil

Ministro da Economia, Paulo Guedes defendeu aumento de R$ 200 no Auxílio Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu o aumento provisório do Auxílio Brasil e afirmou que 54 milhões de brasileiros serão protegidos das altas nos preços. A declaração foi dada em evento no Painel Telebrasil 2022 nesta terça-feira (28).

O governo enviou uma proposta para reajustar o Auxílio Brasil em R$ 200 até o fim deste ano. A proposta está no Senado e deverá ser votada nesta quarta-feira (29). Se aprovada, o auxílio passará para R$ 600 até dezembro.

O valor é o mesmo pago entre 2020 e 2021 durante a pandemia. Na época, o governo quis injetar dinheiro na economia para evitar uma crise econômica em meio a proliferação da Covid-19 no Brasil. Desta vez, Guedes justifica a guerra entre a Rússia e Ucrânia para reajustar o benefício.

“Estamos reagindo à guerra lá fora da mesma forma que à doença”, disse.

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Segundo o ministro, o pacote de bondades, como tem sido chamado internamente em Brasília, será pago com a arrecadação extra não computada no Orçamento deste ano. Paulo Guedes deu como exemplo o pagamento de dividendos e a privatização da Eletrobras. Ao todo, a pasta prevê que R$ 50 bilhões não foram contabilizados.

PEC dos Combustíveis

Para aliviar a pressão da inflação sobre o Planalto e manter a base eleitoral do presidente Jair Bolsonaro (PL), o governo federal lançou diversas propostas econômicas para discussão do Congresso Nacional. Além do aumento do Auxílio Brasil, o governo quer a criação de um auxílio-diesel no valor R$ 1 mil para os caminhoneiros.

O Planalto ainda pretende reajustar o vale-gás para o valor total do botijão de 13kg.

Se aprovadas no Senado, o texto irá à Câmara dos Deputados antes de ser levado ao presidente da República. Por se tratar de uma emenda à Constituição, 49 senadores e 308 deputados devem votar favoravelmente para aprovar o projeto.

Fonte: IG ECONOMIA

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