segunda-feira, outubro 26, 2026

Hungria veta imposto global de 15% sobre multinacionais na UE


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Premiê Viktor Orbán venceu a quinta eleição na Hungria
Reprodução / CNN Brasil

Premiê Viktor Orbán venceu a quinta eleição na Hungria

A Hungria vetou nesta sexta-feira (17) o projeto da União Europeia para impor um imposto mínimo de 15% sobre os lucros de multinacionais.

Em reunião do Conselho para Questões Econômicas e Financeiras (Ecofin), órgão que reúne os ministros das Finanças do bloco, Budapeste disse que a introdução de uma taxa mínima global neste momento “provocaria um grave dano para a economia da UE”.

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Para justificar o veto, o ministro húngaro das Finanças, Mihály Varga, ainda citou o “choque econômico” provocado pela “grave guerra em curso na Europa”. A Polônia também era contra a proposta, mas recuou após a Comissão Europeia ter liberado os repasses do fundo de recuperação da UE para o pós-pandemia.

O pacto relativo ao imposto global havia sido anunciado em junho de 2021, no âmbito da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e com o aval de 130 países.

Mais tarde, a iniciativa também ganhou apoio formal do G7 e do G20.

O objetivo é evitar que multinacionais, especialmente as de tecnologia e internet, usem as disputas fiscais entre os países para pagar menos impostos. “É uma questão de justiça, equidade e eficácia econômica”, disse nesta sexta o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire.

Governada pelo premiê de extrema direita Viktor Orbán, a Hungria tem sido uma constante antagonista das posições majoritárias na UE, ao mesmo tempo em que é alvo de investigações do bloco por violações do Estado de direito.

Nos últimos anos, o país boicotou sistematicamente as tentativas europeias de dividir igualmente entre os Estados-membros a tarefa de acolher os migrantes forçados que atravessam o Mediterrâneo.

Mais recentemente, fez a UE isentar o petróleo transportado via oleoduto das sanções contra a Rússia e vetou medidas contra o primaz da Igreja Ortodoxa Russa, Cirilo, por seu apoio à guerra na Ucrânia.

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