sábado, outubro 31, 2026

Petroleiros prometem ‘greve histórica’ se Petrobras for privatizada


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Petroleiros prometem 'greve histórica' se Petrobras for privatizada
Felipe Moreno

Petroleiros prometem ‘greve histórica’ se Petrobras for privatizada

O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, afirmou nesta quinta-feira (12) que a categoria fará “a maior greve da história” caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) paute a privatização da Petrobras.

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“Ao invés de buscar um ‘bode expiatório’ para enganar a população, fingindo preocupação, Bolsonaro deveria assumir o papel de mandatário e acabar com essa política de preços covarde, que vem levando o povo cada vez mais à miséria”, declarou Bacelar pelo Twitter.

“Bolsonaro, repito: você vai ver a maior greve da história da categoria petroleira caso ouse pautar a privatização da Petrobrás”, continuou.

Neste mês, a Petrobras  reajustou em 8,87% o preço do diesel nas refinarias. Com isso, o preço médio do combustível para as distribuidoras passou de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro.

Desde 2016, a estatal baseia seus preços de acordo com a cotação do petróleo no mercado internacional. É a chamada política de Preço de Paridade Internacional (PPI).

A fala de Deyvid Bacelar é uma dura reação à  declaração do novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida. Em seu primeiro discurso, ele afirmou que pediria estudos ao ministro Paulo Guedes, da Economia, sobre a privatização da Petrobras e da PPSA, responsável pelo Pré-sal.

“Meu primeiro ato como ministro de Minas e Energia é solicitar ao ministro Paulo Guedes que leve ao conselho do PPI a inclusão da PPSA no PND [Plano Nacional de Desestatização] para avaliar as alternativas para a sua desestatização”, disse Sachsida.

“Ainda como parte do meu primeiro ato, solicito também o início dos estudos tendentes à proposição das alterações legislativas necessárias à desestatização da Petrobras”.

O economista, que trabalhava como secretário especial do Ministério da Economia, é um dos homens de confiança de Guedes. Ele assumiu o novo cargo após a exoneração de Bento Albuquerque no último dia 11. Albuquerque deixou o Ministério de Minas e Energia diante das pressões sobre os sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis.

Mesmo com as sinalizações, a privatização da Petrobras parece sofrer resistência no Congresso Nacional,  inclusive pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

O parlamentar disse ontem que não considera que a desestatização da companhia “esteja no radar”, porque “o momento é muito ruim para isso”.

“Eu acho importante que tenhamos um estudo aprofundado sobre possibilidades relativamente à Petrobras. Mas não considero que esteja no radar ou na mesa de discussão neste momento a privatização da empresa porque o momento é muito ruim para isso”, afirmou ele após participar de uma reunião com secretários de Fazenda dos estados.

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