sábado, junho 27, 2026

Coluna – Libra não é real e, por outro lado, os “signos” não combinam


A nova reunião entre os principais clubes de futebol do país tem um ponto positivo: a ideia da criação da uma liga de futebol no Brasil caminha para a frente. Até nome ela já ganhou: Libra, nome que não me agrada, pois podemos relacionar à moeda inglesa ou ao signo. E em nenhum dos casos parece ser interessante – a libra é estrangeira e cara; e o signo, representado por uma balança, busca harmonia e paz, mas têm por característica, também, a indecisão e a impaciência. E disso a gente não precisa!

O encontro colocou frente a frente dois grupos bem distintos: um com os paulistas e o Flamengo, já apresentando documentos, divisão de cotas e uma empresa interessada em organizar a nova liga, a Codajas Sports Kapital (CSK), em parceria com o BTG Pactual; e outro, o “Forte Futebol”, que reúne dez clubes autointitulados emergentes, tendo como embaixador o Atlético-MG. Nesse grupo está o Athletico-PR, reconhecido por sua postura quase sempre contrária a dos clubes do eixo Rio-São Paulo, na defesa de seus direitos – não custa lembrar que é o único clube que vendeu seus jogos em TV fechada para uma empresa diferente da que atende aos demais 19 clubes da Série A.

Dizem que o bolso é a parte mais sensível do ser humano e, na discussão da liga, esse assunto não poderia ficar de fora. Até porque um dos objetivos da criação dessa liga é exatamente o de permitir a todos um faturamento melhor e mais bem dividido. E a forma de divisão das cotas de TV tem percentuais diferentes para cada um dos grupos. Há quem afirme que na reunião prevista para a próxima semana, na sede da CBF, essa discordância seja superada, mas eu não acredito. Você aceitaria reduzir sua cota atual, com a possibilidade de ter de enfrentar sua torcida, sendo acusado de ajudar o rival? O que faria um libriano?

Apenas seis clubes assinaram o documento apresentado hoje, exatamente os que convocaram a reunião: Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Bragantino e Flamengo. Os demais preferiram “pedir vista do processo”, como se diz no jargão jurídica. O Vasco, em processo de transformação em SAF, alegou, ainda, que precisa estudar com o futuro parceiro se adere ou não à liga.

No início do texto, falei que há um ponto positivo no encontro. Ao longo dele, citei os que considero negativos, ou ao menos de difícil solução, até porque não são discutidos há pouco tempo. Creio que a Libra ainda fique no papel por um bom tempo. A menos que os astros ajudem. Eles revelam que a partir de 10 de maio, o ano será promissor, em termos de contratos e negociações. Será que o mapa astral vai ajudar?

* Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Empresas devem adequar sistemas para novo CNPJ alfanumérico a partir de julho; confira orientação da Sefaz

Empresas de Mato Grosso devem se preparar para a adoção do novo modelo de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), que passará a utilizar...

Dois integrantes de facção criminosa são presos pela Polícia Militar em Cáceres

Policiais militares do 6º Comando Regional prenderam, na noite desta segunda-feira (22.6), dois integrantes de facção criminosa suspeitos por tráfico ilícito de drogas e...

Estudantes da Rede Estadual iniciam programa para formar pilotos civis em MT

O Governo de Mato Grosso realizou, nesta segunda-feira (22.6), a aula inaugural do Programa Estadual de Formação de Pilotos Civis – Decolando, iniciativa que...

Operação da Polícia Civil mira membros de facção investigados por homicídio em São Félix do Araguaia

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (23.6), a operação Infância Roubada, para apurar o homicídio de um jovem de 17 anos, que desapareceu em...