quarta-feira, junho 24, 2026

CRE analisará adesão do Brasil à OCDE e política de inteligência

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) decidiu nesta quinta-feira (27) que vai avaliar as consequências de uma eventual entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e os impactos da Política Brasileira de Inteligência nas relações exteriores e na defesa nacional. A partir da avaliação, caberá à CRE elaborar um relatório sobre as estratégias e políticas públicas desenvolvidas nessas duas áreas, ainda em 2023.

A avaliação da CRE sobre a eventual entrada do Brasil na OCDE atende a um pedido da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). Ela lembra que os governos de Michel Temer (2016-2018) e de Jair Bolsonaro (2019-2022) fizeram diversas gestões pela adesão formal à OCDE, organização que reúne as maiores economias do mundo.

“A aproximação com a OCDE começou em 1991, através do Itamaraty, e foi aperfeiçoada por meio da adesão a vários comitês da OCDE nas décadas seguintes. A intenção de entrar como membro pleno no “clube dos ricos”, como a organização também é conhecida, foi formalizada em 2017 e considerada, a partir de 2018, como prioridade da política externa brasileira. Aderir à OCDE pode contribuir para promover a competitividade e o dinamismo de nossa economia, atrair investimentos e criar oportunidades empresariais”, defende Dorinha.

A senadora também acredita que a entrada do Brasil na OCDE beneficiará as políticas públicas brasileiras. Para ela, a avaliação da CRE ajudará o país a balizar sua adesão.

“Cabe ao Senado qualificar sua participação no processo de adesão, apresentando as vantagens e os riscos dessa eventual adesão”.

Já a análise da CRE sobre o impacto da Política Brasileira de Inteligência nas relações exteriores e na defesa nacional atende a um pedido do senador Esperidião Amin (PP-SC). Ele lembra que entre as funções das atividades de inteligência, estão as pertinentes à defesa externa, à segurança interna e às relações exteriores.

“Nesse sentido, temos que avançar numa análise ampliada, por exemplo sobre o serviço exterior de Inteligência e a cooperação internacional de Inteligência, além de debater o marco legal nessa área, até hoje não constitucionalizado”, afirma Amin.

A CRE também avaliará outras políticas públicas em 2023. São elas a Política de Defesa Cibernética, a Política de Desenvolvimento da Biotecnologia, a Política Nacional de Atividades Nucleares, a Política Espacial Brasileira e o Programa Calha Norte.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Empresas devem adequar sistemas para novo CNPJ alfanumérico a partir de julho; confira orientação da Sefaz

Empresas de Mato Grosso devem se preparar para a adoção do novo modelo de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), que passará a utilizar...

Dois integrantes de facção criminosa são presos pela Polícia Militar em Cáceres

Policiais militares do 6º Comando Regional prenderam, na noite desta segunda-feira (22.6), dois integrantes de facção criminosa suspeitos por tráfico ilícito de drogas e...

Estudantes da Rede Estadual iniciam programa para formar pilotos civis em MT

O Governo de Mato Grosso realizou, nesta segunda-feira (22.6), a aula inaugural do Programa Estadual de Formação de Pilotos Civis – Decolando, iniciativa que...

Operação da Polícia Civil mira membros de facção investigados por homicídio em São Félix do Araguaia

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (23.6), a operação Infância Roubada, para apurar o homicídio de um jovem de 17 anos, que desapareceu em...