sexta-feira, abril 17, 2026

Lula volta a atacar juros: ‘Ninguém toma dinheiro emprestado a 13,75%’

Lula
Reprodução

Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar nesta segunda-feira (24) a taxa básica de juros, a Selic . O chefe do Executivo Federal está em Portugal, em reunião com o primeiro-ministro do país.

A Selic é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central do Brasil para controle da inflação e funciona como uma referência para a cobrança de juros no país. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano, maior patamar desde novembro de 2016, tornando o Brasil o país com o maior juro real do mundo.

Entre no canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o perfil geral do Portal iG

“Nós temos um problema no Brasil, primeiro-ministro, que Portugal não sei se tem. É que a nossa taxa de juros é muito alta. No Brasil, a taxa Selic, que é referencial, está em 13,75%. Ninguém toma dinheiro emprestado a 13,75%, ninguém. E não existe dinheiro mais barato”, declarou Lula em um fórum com investidores em Matosinhos, no país europeu.

“E a verdade é que um país capitalista precisa de dinheiro, e esse dinheiro tem que circular. Não na mão de poucos, mas na mão de todos”, disse.

Lula repetiu seu lema de “colocar o pobre no orçamento” por meio do estímulo ao crédito, o que elevaria o potencial de crescimento da economia neste ano.

“É a gente garantir que os pobres possam participar. Porque quando eles virarem consumidor, vão comprar. Quando eles comprarem, o comércio vai vender. Quando o comércio vender, vai gerar emprego, vai comprar mais produto na fábrica. […] Mais emprego vai gerar mais salário, é a coisa mais normal de uma roda gigante da economia”, enumerou Lula.

O presidente do Banco Centra, Roberto Campos Neto, acredita que a inflação retornará a partir de julho, portanto, não seria momento para reduzir a taxa Selic. IPCA fechou março em alta de 0,71% e acumulado de 4,65% em 12 meses, o menor patamar desde 2021.

Na semana passada, ele afirmou seguir o ” timing técnico , não o político” para as decisões de política monetária.

“O Banco Central é um órgão técnico, que toma decisões baseadas em critérios técnicos e transparentes. O timing técnico é diferente do timing político, por isso que a autonomia [do Banco Central] é importante para dar à sociedade a garantia que temos funcionários técnicos, tomando decisões técnicas sem viés político“, disse.

Fonte: Economia

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Alunos de projeto social do CBMMT conquistam nove medalhas em campeonato estadual de Jiu-Jitsu

Alunos do projeto social Bom-Jitsu, iniciativa do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT), conquistaram nove medalhas no Campeonato Mato-grossense 2026 de Jiu-Jitsu (GI),...

Arena Pantanal recebe segunda rodada do FIFA Series de futebol feminino nesta terça-feira (14)

A Arena Pantanal, em Cuiabá, recebe, nesta terça-feira (14.4), a segunda rodada do FIFA Series, com confrontos do futebol feminino internacional. A programação começa...

Sine Estadual oferta mais de 2.537 vagas de trabalho nesta semana

O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), está ofertando 2.537 vagas de emprego...

Sejus articula ações com instituições para ampliar vagas e fortalecer sistema prisional em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) sediou, nesta segunda-feira (13.4), uma reunião institucional com representantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e...