domingo, junho 28, 2026

30 aviões da Embraer ficam sem manutenção após sanções à Rússia


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Embraer 190
Guilherme Dotto

Embraer 190

A fabricante de aviões Embraer decidiu aderir às sanções econômicas impostas por governos e empresas à Rússia em razão da guerra que o país trava com a Ucrânia.

A empresa deixou de prestar serviços de manutenção e suporte técnico para os equipamentos de clientes russos, o que deve afetar ao menos quatro companhias locais, entre elas a Siberian Airlines e a Pegas Fly. Segundo as contas do GLOBO, há ao menos 30 aeronaves da Embraer nas frotas operadas pelas empresas russas.

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Em um sucinto comunicado, a empresa brasileira afirmou “vem cumprindo, e continuará cumprindo, as sanções internacionais impostas à Rússia e a certas regiões da Ucrânia, suspendendo serviços de peças, manutenção e suporte técnico para clientes afetados pelas sanções”.

A companhia não mantém operações nem na Rússia nem na Ucrânia, mas há aviões fabricados pela Embraer em ambos os países. Usualmente, os representantes técnicos da Embraer visitam a cada três meses os clientes que têm equipamentos da marca para fazer verificações e manutenções programadas, informaram pessoas familiarizadas com o assunto ao GLOBO.

Com as sanções, essa atividade fica comprometida e pode obrigar a linha aérea a devolver os aviões a companhias de leasing (caso sejam arrendados) ou a colocá-los em estado de preservação, sem voar. Na aviação comercial, os aviões seguem um rigoroso cronograma de revisões periódicas que devem ser feitas de acordo com o preconizado nos manuais dos fabricantes.

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A adesão da Embraer às sanções deve prejudicar principalmente a companhia S7 Siberia Airlines, que tem 17 aviões Embraer 170 em sua frota, segundo informação da companhia. Os equipamentos têm em média 17 anos, de acordo com o site Planespotters, acima da média usual de idade dos aviões de companhias aéreas, em geral abaixo dos 15 anos.

A companhia aérea russa Pegas Fly tem seis jatos Embraer 190 em sua frota de 15 aeronaves e também deve ser impactada. Segundo o Planespotter, a média de idade dos aviões da fabricante brasileira é de 12 anos.

Outra companhia russa afetada será a Sirius, de táxi aéreo, que em seu site afirma operar seis jatos executivos Embraer Legacy 600. A Premier Avia, outra empresa russa, também opera dois jatos executivos da família Legacy. 

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