sexta-feira, novembro 6, 2026

Uso do cheque cai de novo em 2022 e redução chega a 94% desde 1995

Uso do cheque mantém queda em 2022  e redução chega a 94% desde 1995
Imagem de Arquivo/Agência Brasil

Uso do cheque mantém queda em 2022 e redução chega a 94% desde 1995

O uso do cheque pelos brasileiros para suas transações financeiras continua em queda no país, como observado ao longo dos últimos anos, e em 2022 registrou novamente redução – no ano passado foram compensados 202,8 milhões de documentos, uma queda de 7,3% em relação ao ano anterior. Na comparação com 1995, início da série histórica, quando foram compensados 3,3 bilhões de cheques, a queda registrada é de 94%. As estatísticas têm como base a Compe – Serviço de Compensação de Cheques.

O avanço dos meios de pagamento digitais, como internet e mobile banking, e a criação do Pix em 2020 são os principais fatores que explicam a significativa redução observada ao longo de cerca de 30 anos no uso do cheque.

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“Atualmente, sete em cada dez transações bancárias no país são feitas pelos canais digitais (internet e mobile banking), reflexo da comodidade, velocidade e segurança oferecidas por estes meios de pagamentos. Soma-se a isso também o Pix, que ao longo de dois anos de funcionamento, se consolidou como o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros”, afirma Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da FEBRABAN.

Apesar da redução do número dos cheques compensados em 2022, o total do volume financeiro dos documentos permaneceu estável passando de R$ 667 bilhões em 2021 para R$ 666,8 bilhões no ano passado.

O levantamento também mostrou que o valor médio do cheque aumentou de 2021 para 2022- passou de R$ 3.046,52 para R$ 3.257,88. “Os números mostram que a população está usando o cheque para transações de maior valor, enquanto o Pix é utilizado como

meio de pagamento para transações de menor valor, como por exemplo, em compras com profissionais autônomos, e também para acertar pequenos débitos familiares ou entre amigos”, avalia Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da FEBRABAN.

Fonte: IG ECONOMIA

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