quarta-feira, junho 24, 2026

Lula e Fernández querem avançar plano sobre moeda comum

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, com Lula.
Reprodução: Ricardo Stuckert – 31/10/2022

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, com Lula.

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e da Argentina, Alberto Fernandéz, anunciaram em um artigo assinado por ambos publicado neste domingo (22) pela revista argentina Perfil, que estão empenhados em avançar nas “discussões sobre uma moeda comum sul-americana”.

O chefe de Estado brasileiro chega a capital argentina, Buenos Aires, na noite deste domingo, em sua primeira viagem internacional desde a posse para seu terceiro mandato como presidente da República.

A prioridade de Lula é retomar a relação bilateral entre os dois países , que foi abalada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Decidimos avançar nas discussões sobre uma moeda comum sul-americana que possa ser utilizada tanto para fluxos financeiros quanto comerciais, reduzindo os custos de operação e diminuindo a nossa vulnerabilidade externa”, diz o texto veiculado na revista argentina.

Integrantes do governo ponderam

De acordo com o jornal o Globo, integrantes do governo brasileiro ponderam e afirmam que o plano se trata de “algo embrionário”. Os auxiliares do presidente, que deram a declaração ao jornal de forma anônima, analisam que a Argentina tem maior interesse na criação de uma moeda em comum para fortalecer a própria economia, uma vez que os argentinos convivem com um cenário de instabilidade política e econômica crítica. No ano passado, o  país registrou uma inflação anual de 94,8%, a maior em 32 anos.

A discussão sobre a uma possível moeda comum vai se iniciar durante o encontro entre Lula e Fernandez, marcado para segunda-feira (23), na Casa Rosada, sede do governo argentina.

Lula também deve encontrar a vice-presidente afastada, Cristina Kirchner , mas fora da Casa Rosada. Afastada do presidente Alberto Fernández, a política enfrenta processos judiciais em seu país.

Em dezembro, ela foi  condenada em primeira instância a seis anos de prisão por corrupção , acusada de beneficiar um empresário de Santa Cruz, província situada na Patagônia argentina de origem dos Kirchner. O suposto beneficiamento teria ocorrido durante a Presidência de Cristina e também no mandato de seu marido, Nestor Kirchner.

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Fonte: IG ECONOMIA

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