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Tarcísio: quais os sintomas e como tratar pedras nos rins

Governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) teve agenda internacional interrompida após diagnóstico de cálculo renal
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – 09/03/2023

Governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) teve agenda internacional interrompida após diagnóstico de cálculo renal

O governador de São Paulo , Tarcísio de Freitas (Republicanos), passou por uma cirurgia para a retirada de cálculos renais na manhã desta terça-feira (28). A agenda que Tarcísio cumpria na Europa foi interrompida após ele sentir fortes dores, precisar passar por exames e, depois, pelo procedimento cirúrgico em um hospital de Londres, na Inglaterra.

Os cálculos renais , popularmente conhecidos como pedras nos rins, são formações sólidas que podem ocorrer no interior dos rins. Podendo ser de tipos e ter causas diferentes, as pedras podem ser geradas a partir de hábitos de vida não saudáveis, alterações urinárias e pouca ingestão de água. O alto consumo de sal também é um fator que contribui para o aparecimento de cálculos renais.

Embora o caso do governador tenha sido cirúrgico, nem sempre esse tipo de procedimento é necessário.

“A cirurgia é realizada para cálculos que já estão formados e que aumentaram de tamanho ou migraram para um canal chamado ureter, que comunica nossos rins com a bexiga”, explica Tamara Cunha, nefrologista na UFRJ e especialista em prevenção de cálculos renais na Clínica ERA Nefrologia.

Caso a pedra ainda esteja pequena, menor que 0,7 centímetros, geralmente a cirurgia não é necessária.

A melhor maneira de tratar a condição, segundo a médica, é prevenindo o surgimento dos cálculos e descobrindo o que está levando o paciente a desenvolver essas pedras nos rins .

Dor de cálculo renal é comparada à do parto

Tarcísio disse já ter sofrido anteriormente com crises renais, mas que, desta vez, a dor “foi muito forte”.

O quadro, que pode começar silencioso ou com uma dor lombar, vai migrando para a parte da frente, conforme o cálculo passa do rim para a bexiga. O paciente pode sentir dores na direção do umbigo, que depois desce para a região pélvica.

Ainda, caso o cálculo saia pela uretra, pode haver certa ardência no local.

“Essa dor é comparada com a do parto, porque é muito intensa. Ela causa espasmos na via urinária, então o paciente pode ter vontade de vomitar, diarreia, até de desmaiar de tanta dor”, afirma Caroline Reigada, médica nefrologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Segundo a especialista, a mudança na rotina do governador , devido ao fato de ele estar viajando, pode ter feito com que as dores aumentassem.

“Pouco acesso à água, a correria, alimentação diferenciada, como fast food, muito sal, falta de frutas, verduras e vegetais, por exemplo, podem ter contribuído para a piora no quadro”, explica a nefrologista.

Também é provável, conforme Tamara Cunha, que um cálculo renal que estava dentro do rim tenha se deslocado em direção ao ureter , o que causa dor muito intensa e pode levar à chamada “crise renal”.

“Nesse momento, torna-se indispensável a assistência médica adequada para, não só aliviar a dor, mas também avaliar a necessidade da retirada cirúrgica ou a possibilidade da descida espontânea do cálculo renal, a depender da posição e tamanho dele”, afirma. “Outros fatores particulares também podem contribuir para crises renais fortes, tais como o surgimento de uma infecção urinária em conjunto com o quadro.”

Dor na lombar é sinônimo de cálculo renal?

Algumas pessoas começam a sentir dor na região lombar e automaticamente atribuem a origem do desconforto aos rins. Muitas vezes, porém, esse não é o caso.

Conforme a médica nefrologista na UFRJ, existem outras causas para dores nessas regiões, como questões ósseas e musculares. “Antes de concluir que se trata de uma dor relacionada aos rins, é importante uma avaliação que englobe também essas outras condições.”

Caso seja diagnosticado o cálculo renal, é necessário seguir as orientações médicas para o melhor tratamento, já que, caso as pedras não sejam removidas, podem obstruir a via urinária cronicamente e se tornar uma condição perigosa. “Nesse caso, a urina fica parada e isso pode causar infecção — que, em um paciente obstruído, é mais grave, podendo levar a uma septicemia, ou seja, uma inflamação generalizada”, explica Caroline Reigada.

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Fonte: Saúde

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