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	<title>Arquivos estimulam - FATO MT</title>
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	<title>Arquivos estimulam - FATO MT</title>
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		<title>Linhas de créditos da Desenvolve MT fortalecem empresas e estimulam geração de emprego e renda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Dec 2022 20:15:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Desenvolve MT (Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso) fecha os quatros anos (2019 a 2022) da gestão atual do Governo de Mato Grosso com R$ 60,194 milhões em linhas de crédito liberados para os pequenos negócios, contribuindo para a geração de emprego e renda nos municípios mato-grossenses. Foram 92 municípios atendidos por meio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">A Desenvolve MT (Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso) fecha os quatros anos (2019 a 2022) da gestão atual do Governo de Mato Grosso com R$ 60,194 milhões em linhas de crédito liberados para os pequenos negócios, contribuindo para a geração de emprego e renda nos municípios mato-grossenses.</p>
<p style="text-align: justify">Foram 92 municípios atendidos por meio da plataforma digital e agentes de crédito credenciados, enquanto os valores liberados aumentaram em 375% no período. Saltaram de R$ 4,565 milhões em 2019, quando a carteira de crédito estava com demanda reprimida, para R$ 21,665 milhões até o início de dezembro de 2022. </p>
<p style="text-align: justify">O número de municípios beneficiados também aumentou &#8211; de 11, em 2019, para 92, em 2021. No mesmo período, o capital social da Desenvolve MT cresceu mais de 11 vezes, saltando de R$ 17 milhões em 2019 para R$ 200 milhões em 2022.</p>
<p style="text-align: justify">Durante a pandemia da Covid-19, a agência foi um forte instrumento de apoio para a sobrevivência do empreendedorismo em todo o Estado. Entre 2020 e 2021, os setores mais afetados, como microempreendedores individuais (MEI), bares, restaurantes, eventos e turismo foram socorridos, por meio do crédito emergencial, com um total de R$ 21 milhões liberados – R$ 7,441 milhões para MEIs e R$ 13,645 milhões para bares e restaurantes, entre outros.   </p>
<p style="text-align: justify">O aumento do limite de financiamento, aliado à redução das taxas de juros, possibilitou aos empreendedores a continuidade dos investimentos em seus negócios, seja em ampliação, modernização, aquisição de máquinas, equipamentos ou de veículos, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify">Excluídas as linhas de créditos emergenciais, liberadas entre 2020 e 2021, a maior demanda foi para o Fungetur (Fundo Geral do Turismo), com R$ 10,295 milhões financiados entre 2019 e 2021; seguida por Capital de Giro, com R$ 9,95 milhões financiados no mesmo período; e linha de crédito específica para investimento empresarial, com R$ 8,538 milhões.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Novas linhas de crédito</strong></p>
<p style="text-align: justify">Lançada no final de 2021, pelo governador Mauro Mendes, a linha de crédito Mulher Empreendedora, criada para estimular o empreendedorismo feminino, foi uma das grandes demandadas neste ano de 2022. Foram financiados R$ 2,569 milhões. Também lançado no mesmo período, a linha Jovem Empreendedor, voltada para a faixa etária entre 18 e 29 anos, financiou R$ 675,9 mil em 2022. É importante ressaltar que o limite de crédito individual para ambas as linhas é de R$ 15 mil.   </p>
<p style="text-align: justify">Outro incentivo que facilitou a procura por crédito junto à Desenvolve &#8211; MT foi o MT Garante (Fundo de Aval Garantidor de Mato Grosso), criado em 2021, durante a pandemia da Covid 19, num total de R$ 100 milhões, para atender microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte, pequeno e médio produtor rural, cooperativas organizadas, centros de crédito e setores ligados à economia solidária. Soma-se ao MT Garante o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que, por meio do Sebrae, também permitiu atender um grande contingente de empreendedores sem garantias para acessar uma linha de financiamento.</p>
<p style="text-align: justify">No final de 2022, o Governo do Estado, por meio da Desenvolve MT, lançou o programa de financiamento para incentivar o uso do Gás Natural Veicular (GNV) para motoristas de taxi, de transportes por aplicativos e empresas que desejam converter seus veículos. A proposta é apoiar e melhorar a renda destes profissionais, além de proporcionar uma matriz energética mais econômica e sustentável.   </p>
<p style="text-align: justify">Para o presidente da Desenvolve MT, Jair Marques, a agência passou por grandes transformações nesses quatro anos de gestão. Em 2019 a agência contabilizava prejuízo em seu balanço. Seu capital social encontrava-se estagnado há 16 anos, enquanto a carteira de crédito estava com demanda reprimida, com entregas muito aquém da expectativa da sociedade.</p>
<p style="text-align: justify">“Encontramos uma agência em risco de extinção, porém, a atual diretoria montou um plano de redução de custos e estudo de viabilidade econômica para os próximos cinco anos, visando demonstrar, num curto espaço de tempo, sua viabilidade. Entre os avanços obtidos, a pandemia foi enfrentada, socorremos empreendedores, criamos o crédito digital para que chegasse aos municípios, o capital social evoluiu de R$ 17 milhões para R$ 200 milhões em 2022 e a carteira de crédito supera os 400% de crescimento”, explica Jair Marques.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Crédito por municípios</strong></p>
<p style="text-align: justify">Os R$ 60,194 milhões em linhas de crédito liberados pela Desenvolve-MT contribuiu para aquecer a economia dos municípios mato-grossenses. Em 2019, os R$ 4,565 milhões financiados atenderam empreendedores de 11 municípios; em 2020, foram R$ 12,84 milhões para 47 municípios; em 2021, R$ 21.142, milhões para 92 municípios; enquanto até o início de dezembro de 2022, foram R$ 21,665 milhões para 70 municípios. Em quatro anos, houve uma evolução de 375% em liberação de financiamento concedido aos empreendedores no Estado. </p>
<p style="text-align: justify"><img decoding="async" alt="" src="/documents/10072919/0/BALAN%C3%87O+2022+WALL+FITNESS/8d59969a-da99-19c1-7e5a-93593d98b62e?t=1670448428687"></p>
<p style="text-align: justify"><strong>A construção de um sonho</strong></p>
<p style="text-align: justify">Uma frustação em um emprego de carteira assinada fez com que nascesse um negócio promissor. Waldemir Reis da Silva, 38 anos, educador físico, é especialista em musculação. Há 10 anos representa a academia Wall Fitness, em Cuiabá, no bairro Dom Aquino.</p>
<p style="text-align: justify">Muitos foram os desafios. Na pandemia, as academias tiveram que fechar suas portas e o setor foi dos mais afetados pela crise. Com o Waldemir não foi diferente. Quando estava na fase de estruturação do seu negócio, precisou fechar uma unidade no bairro CPA,e tentar seguir em frente apenas com uma unidade.</p>
<p style="text-align: justify"><img decoding="async" alt="" src="/documents/10072919/0/BALAN%C3%87O+2022+CONSTRU%C3%87%C3%83O+WALL/0f9ab4c1-c6c4-695a-28e0-a4326dee8773?t=1670449244348+&#038;imageThumbnail=3"></p>
<p style="text-align: justify">“Tive muita dor de cabeça com o proprietário do imóvel, porque, ele não entendeu o cenário de crise que enfrentávamos naquele momento. Resolvi entregar o imóvel, mas surgiu outro problema &#8211; eu não tinha um espaço para guardar os equipamentos e precisei vender tudo”, explica.</p>
<p style="text-align: justify">É no caos que muitas vezes nascem as oportunidades. Ele conta que uma das grandes lições que a pandemia deixou, é de que ele precisava sair do aluguel e construir uma sede própria.</p>
<p style="text-align: justify"><img decoding="async" alt="" src="/documents/10072919/0/BALAN%C3%87O+2022+FACHADA+WALL/5fe8db49-de9a-8bf4-db26-df729f7c36ee?t=1670449189166+&#038;imageThumbnail=3"></p>
<p style="text-align: justify">Ele entrou em contato com a Desenvolve MT e foi orientado a organizar os documentos da empresa, montar o planejamento financeiro, para que no momento certo pudesse investir na realização do seu sonho. “Quando abri a linha de crédito, estava com tudo pronto, incluindo o projeto arquitetônico. Assim, consegui acessar o crédito para construir a nova sede”, conta.</p>
<p style="text-align: justify">Em quatro meses, a academia, com 480 metros quadrados de espaço e arquitetura industrial, ficou pronta, e há dois meses foi inaugurada no mesmo bairro. Atualmente, emprega quatro funcionários no novo espaço. “Estou muito feliz, foi a realização de um sonho. Agora é trabalhar pra melhorar o que conseguimos construir”, conta o empreendedor.</p>
<p id="infocoweb_fonte" class="infocoweb_fonte">Fonte: <a target="_blank" href="http://www.mt.gov.br/web/desenvolve-mt/-/23133444-linhas-de-creditos-da-desenvolve-mt-fortalecem-empresas-e-estimulam-geracao-de-emprego-e-renda#03793112-6299-471a-935a-28b64852741b" rel="noopener">GOV MT</a></p>
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		<title>Intolerância e falta de políticas estimulam violência contra imigrantes, aponta debate</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Feb 2022 18:25:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política Nacional]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/REC-html40/loose.dtd"><br />
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<p>A aus&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas ao acolhimento dos migrantes e refugiados no Brasil, atrelada &agrave; intoler&acirc;ncia da sociedade brasileira, foram apontados por senadores e debatedores como motiva&ccedil;&otilde;es que levaram ao assassinato do congol&ecirc;s Mo&iuml;se Kabagambe, ocorrido no Rio em 24 de janeiro. O debate promovido pela Comiss&atilde;o de Direitos Humanos (CDH) e pela&nbsp;Comiss&atilde;o Mista Permanente sobre Migra&ccedil;&otilde;es Internacionais e Refugiados (CMMIR) nesta ter&ccedil;a-feira (8) ainda apontou irregularidades nas contrata&ccedil;&otilde;es dessas pessoas no mercado de trabalho brasileiro, que chegam, inclusive, a ser submetidas a condi&ccedil;&otilde;es an&aacute;logas &agrave; escravid&atilde;o.</p>
<p>Mo&iuml;se, que chegou ao Brasil como refugiado aos 11 anos de idade, trabalhava informalmente em um quiosque na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com depoimento de familiares, ele foi morto enquanto cobrava o pagamento de dois dias de servi&ccedil;o. O corpo do congol&ecirc;s, de 24 anos, foi encontrado amarrado em uma escada, ap&oacute;s ter sido espancado.</p>
<p>O presidente da CDH, Humberto Costa (PT-PE), ressaltou que grande parte dos refugiados recorre ao Brasil numa tentativa de escapar de um cen&aacute;rio de persegui&ccedil;&atilde;o e vulnerabilidade no seu pa&iacute;s de origem. No entanto, observou ele, quando os migrantes chegam aqui, se deparam com a aus&ecirc;ncia de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica de acolhimento e uma sociedade que tem se mostrado &ldquo;cada vez mais intolerante e preconceituosa&rdquo;. Segundo ele, a omiss&atilde;o de figuras da seguran&ccedil;a p&uacute;blica da cidade do Rio de Janeiro e daqueles que assistiam &agrave; agress&atilde;o a Mo&iuml;se passivamente mostra o reflexo da atua&ccedil;&atilde;o do governo e de sua lideran&ccedil;a pol&iacute;tica &mdash; que, na opini&atilde;o do senador, tem patrocinado falas e iniciativas que enfraquecem a luta contra os preconceitos e a viol&ecirc;ncia no Brasil. &nbsp;</p>
<p>&mdash; Infelizmente o governo que agora est&aacute; no poder n&atilde;o nos d&aacute; apoio nesta luta. Pelo contr&aacute;rio, enfraquece todo e qualquer mecanismo que possa ser utilizado no combate aos preconceitos que est&atilde;o enraizados em nossa sociedade e na luta de uma sociedade mais justa e igualit&aacute;ria. Na contram&atilde;o de muitos pa&iacute;ses mundo afora, o governo brasileiro est&aacute; destruindo espa&ccedil;os leg&iacute;timos que foram constru&iacute;dos para discutir, criar e fiscalizar pol&iacute;ticas sociais que visavam, sobretudo, garantir o direito &agrave; vida, &agrave; dignidade e &agrave; liberdade.</p>
<p>A mesma cr&iacute;tica foi refor&ccedil;ada pelo presidente da Comiss&atilde;o Arns de Direitos Humanos, Jos&eacute; Carlos Dias, e pela vereadora do Rio de Janeiro Tain&aacute; de Paula (PT). Na vis&atilde;o deles, o Brasil vive um cen&aacute;rio de nega&ccedil;&atilde;o dos direitos fundamentais, inclusive desrespeitando a reciprocidade que deveria ser assegurada com a assinatura de acordos internacionais de direitos humanos.</p>
<p>&mdash; N&oacute;s temos responsabilidade e assinamos essa responsabilidade, n&oacute;s nos beneficiamos economicamente dos tratados que n&oacute;s assinamos como signat&aacute;rios em v&aacute;rias na&ccedil;&otilde;es, com v&aacute;rias comunidades internacionais, e temos contrapartidas sobre isso. E uma das contrapartidas &eacute;, obviamente, dar conta dos processos migrat&oacute;rios, e principalmente dos povos refugiados &mdash; enfatizou Tain&aacute; de Paula ao dizer que n&atilde;o se pode banalizar um crime &ldquo;b&aacute;rbaro&rdquo;. &nbsp;</p>
<p>Presente &agrave; audi&ecirc;ncia por meio de videoconfer&ecirc;ncia, o irm&atilde;o de Mo&iuml;se, Djodjo Kabagambe, disse que outras pessoas envolvidas no crime ainda n&atilde;o foram presas. Ele pediu justi&ccedil;a pela morte do familiar e cobrou a libera&ccedil;&atilde;o das imagens do ocorrido na &iacute;ntegra.</p>
<p>&mdash; Pedimos justi&ccedil;a pelo nosso irm&atilde;o. Sabemos que tem muita coisa escondida por tr&aacute;s disso, tem mais participantes que n&atilde;o est&atilde;o presos e que est&atilde;o sendo protegidos. E a gente est&aacute; pedindo ajuda de todos, e principalmente da pol&iacute;cia, que possa liberar o v&iacute;deo total &mdash; pediu.</p>
<p>At&eacute; o momento, tr&ecirc;s homens foram presos pela morte de Mo&iuml;se Kabagambe.</p>
<h3><strong>Mercado de trabalho </strong></h3>
<p>Procurador do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho (MPT), Lucas Santos Fernandes<b>&nbsp;</b>ressaltou que<b> </b>as pessoas decidem migrar em busca de oportunidades, e que essa expectativa de &ldquo;nova vida&rdquo;, na maioria das vezes, vem por meio da promessa de trabalho. Para ele, o caso de Mo&iuml;se n&atilde;o pode ser avaliado e investigado de forma isolada como um crime de racismo, e sim como acidente de trabalho, por levar em considera&ccedil;&atilde;o o contexto que engloba o fluxo migrat&oacute;rio no pa&iacute;s e todas as irregularidades do caso. O procurador explicou que &eacute; preciso ir a fundo, investigar e punir as empresas que t&ecirc;m submetido imigrantes a condi&ccedil;&otilde;es an&aacute;logas ao trabalho escravo.</p>
<p>&mdash; O MPT tem atua&ccedil;&atilde;o focada na cadeia produtiva. N&atilde;o basta observar quem &eacute; o capanga, mas sim quem &eacute; o mandante, quem &eacute; a grande empresa que est&aacute; se beneficiando daquela explora&ccedil;&atilde;o de imigrantes como os venezuelanos, os bolivianos em S&atilde;o Paulo, que &eacute; de conhecimento de todos. Grandes empresas se valendo do servi&ccedil;o deles por terceiriza&ccedil;&atilde;o, quarteiriza&ccedil;&atilde;o, e alegavam nada saber. O que n&oacute;s chamamos de conveniente cegueira deliberada &mdash; disse, ao assegurar que o caso Mo&iuml;se ter&aacute; resposta urgente.</p>
<p>O senador Paulo Paim (PT-RS), que preside a&nbsp;CMMIR, concordou com o procurador. Na vis&atilde;o dele, o assassinato do jovem congol&ecirc;s &eacute; um caso espec&iacute;fico de trabalho escravo, tendo o refugiado sido tratado dessa maneira at&eacute; a morte. Paim criticou a falta de fiscaliza&ccedil;&atilde;o s&eacute;ria para banir esse tipo de viol&ecirc;ncia.</p>
<p>&mdash; Foi amorda&ccedil;ado, sufocado, espancado, amarrado e assassinado. Essa &eacute; a realidade do nosso Brasil &mdash; lamentou.</p>
<p>A estudante da Rep&uacute;blica do Congo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Gaelfie Ngouaka refor&ccedil;ou as den&uacute;ncias de contrata&ccedil;&atilde;o de migrantes como &ldquo;trabalhadores&nbsp; escravos&rdquo; no Brasil. Conforme relatos dela, que tamb&eacute;m exerce fun&ccedil;&atilde;o de estagi&aacute;ria na Secretaria de Sa&uacute;de de Gua&iacute;ba (RS) e no n&uacute;cleo de acolhimento de refugiados da universidade, s&atilde;o frequentes os registros de pessoas nessa situa&ccedil;&atilde;o. Ela disse que a exposi&ccedil;&atilde;o a atos de viol&ecirc;ncia, preconceito e exposi&ccedil;&atilde;o ao medo tem afetado inclusive a sa&uacute;de mental desses imigrantes.</p>
<p>&mdash; O medo faz com que a gente n&atilde;o avance. Porque a sociedade brasileira &eacute; racista e Mo&iuml;se foi um caso que foi filmado e que foi mostrado. Mas quantos que foram mortos e n&atilde;o foram filmados?</p>
<h3><strong>Opera&ccedil;&atilde;o Acolhida </strong></h3>
<p>O coordenador-geral do Comit&ecirc; Nacional para Refugiados (CG-Conare) e representante do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a e Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, Bernardo Lafert&eacute;, destacou que hoje o maior contingente de imigrantes refugiados no Brasil &eacute; de venezuelanos. Ele citou a Opera&ccedil;&atilde;o Acolhida como uma das iniciativas de acolhimento a essas pessoas, citando como principal pilar a estrat&eacute;gia de interioriza&ccedil;&atilde;o. Segundo Lafert&eacute;, o Brasil possui cerca de 170 mil venezuelanos com autoriza&ccedil;&atilde;o de resid&ecirc;ncia definida e 50 mil j&aacute; realocados no territ&oacute;rio brasileiro pela opera&ccedil;&atilde;o. O coordenador disse que o comit&ecirc; est&aacute; de olho &ldquo;em toda movimenta&ccedil;&atilde;o&rdquo; e assegurando tamb&eacute;m outras medidas, como o visto humanit&aacute;rio ou autoriza&ccedil;&atilde;o de resid&ecirc;ncia humanit&aacute;ria para migrantes da S&iacute;ria, Haiti, Senegal, Rep&uacute;blica Dominicana e Cuba, e dando outras respostas, como o repasse de recursos (R$ 2 milh&otilde;es) para projetos de integra&ccedil;&atilde;o desenvolvidos pela sociedade civil.</p>
<p>&mdash; Isso &eacute; in&eacute;dito e fica como modelo para os anos futuros de exemplo de a&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica p&uacute;blica que a gente pode enfim trabalhar com outras modelagens sem descaracterizar os servi&ccedil;os prestados pela sociedade civil, e dando o m&eacute;rito que eles merecem e precisam nesse primeiro passo da integra&ccedil;&atilde;o.</p>
<h3><strong>Inseguran&ccedil;a alimentar</strong></h3>
<p>O consultor legislativo Henrique Salles apresentou pesquisa<b> </b>da Universidade Livre de Berlim, feita em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que indica um cen&aacute;rio grave de inseguran&ccedil;a alimentar em que se encontram esses migrantes. Segundo os dados, houve piora nessa condi&ccedil;&atilde;o com o advento da pandemia de covid-19, o que, para Salles, merece aten&ccedil;&atilde;o urgente do poder p&uacute;blico.</p>
<p>&mdash; Por isso propomos a organiza&ccedil;&atilde;o de um corredor alimentar ao longo de rotas migrat&oacute;rias, que pode contribuir para diminuir a vulnerabilidade de migrantes e refugiados. Outra iniciativa &eacute; proporcionar, inclusive, o retorno de muitos desses refugiados ao seu pa&iacute;s de origem, &agrave;s suas fam&iacute;lias. &nbsp;</p>
<p class="text-muted"><small>Ag&ecirc;ncia Senado (Reprodu&ccedil;&atilde;o autorizada mediante cita&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Senado)</small></p>
</div>
<div id="infocoweb_rodape" class="infocoweb_rodape">Fonte: <a target="_blank" href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/02/08/intolerancia-e-falta-de-politicas-estimulam-violencia-contra-imigrantes-aponta-debate#263" rel="noopener">Ag&ecirc;ncia Senado</a></div>
</div>
<p><script src="https://gestor.infocoweb.com.br/analytics_content.js?a=263&amp;b=1036767&amp;c=6091105"></script></body></html></p>
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