quinta-feira, junho 11, 2026

Senado promove evento ligado à cultura para marcar o Dia da Síndrome de Down

O 21 de março marca o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data foi celebrada no Senado com um evento múltiplo, com apresentações artísticas, debates e exposições temáticas. O tema deste ano foi Conosco, Não por Nós: Nós Somos o Que Queremos, destacando a importância da autonomia e da participação ativa das pessoas com Síndrome de Down na sociedade. A celebração, que acontece desde 2011, foi organizada pelo senador Romário (PL-RJ). Ele abriu a mesa de debates falando sobre a mudança que a filha Ivy Farias, que tem Síndrome de Down, ocasionou na sua vida.

— Dizem que quando nasce um filho, nasce um pai. No parto da Ivy, eu já tinha sido pai cinco vezes, e a Ivy me fez renascer melhor. Aprendi que a vida é muito mais do que aparência, rótulos e no que o amor verdadeiro se baseia —declarou.

Ivy também falou sobre a participação no reality show Expedição 21, dedicado a pessoas com Síndrome de Down, e debater o tema Nós decidimos ser felizes.

—Estar aqui com vocês, fazendo essa festa todos os anos, é uma conquista nossa. O que queremos é ser feliz, e vocês estarem conosco, brigando por nossas conquistas é fundamental. Obrigada — disse.

Inclusão 

A mesa inicial de debates, composta por palestrantes com Síndrome de Down, abordou mercado de trabalho, linguagem inclusiva e inclusão social. Caio Augusto foi um dos palestrantes e destacou que uma inclusão completa deve vir acompanhada da participação no mercado de trabalho. Ele também ressaltou os benefícios de contratar pessoas com deficiência.

— Desde a infância somos estimulados pela nossa família a buscar a independência. No entanto, várias empresas só entendem a inclusão como obrigação imposta pela lei. Esse quadro tem mudado, lentamente, com mais empatia e respeito. As pessoas com deficiência tornam o ambiente mais inclusivo e democrático — afirmou.

Elaine Costa Depollo trabalha com o senador Romário. Ela disse que foi a primeira aluna com Síndrome de Down a entrar no ensino regular em Taguatinga, onde cursou até o nono ano. Em seguida, recomeçou os estudos já aos 20 anos, na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

— Na Apae eu aprendi a trabalhar, obedecer horários, cumprir tarefas, obedecer um chefe. Um dia o Romário foi lá e eu tive curiosidade de trabalhar com ele, lá na Câmara dos Deputados. Hoje estou aqui no gabinete do Senado. Meus colegas me tratam com carinho e respeito — disse. 

Programação cultural

Durante o evento foi apresentado o projeto de iniciação musical para estudantes da Associação Espaço, Vivências e Motivações Musicais. Em seguida, alunos do Centro de Ensino Especial 1 apresentaram a coreografia Seu Olhar Expressa. Também foi veiculado um vídeo produzido por um coletivo de mães em que são abordados os cuidados que crianças com e sem deficiência devem tomar para se protegerem de violências sexuais.

A banda Peslatovers fez uma apresentação musical. O grupo é formado por estudantes do Centro de Ensino Especial 2 e da Associação Pestalozzi. Houve também apresentação de dança cigana, executada pelo casal Tonico e Brunna, atendidos pela Diário da Inclusão Social. e um desfile de moda inclusivo. O encerramento do evento ficou por conta da banda Acordes Músicas Populares, composta por alunos do Centro de Ensino Especial de Taguatinga. 

Agenda completa

— Estão expostos na entrada do Auditório Petrônio Portela uma coletânea de 30 desenhos confeccionados pelos alunos da Apae-DF.

— Entre os dias 20 e 24 acontecem as exposições:

Azul y Blanco reúne imagens feitas pela fotógrafa brasiliense Jéssica Mendes do lago argentino que fica em El Calafate na Patagônia. Local: Galeria do Senado Federal.

Amigos para Sempre — quadros que mostram o valor da amizade das pessoas com Síndrome de Down. Os registros foram feitos por 10 jovens com Síndrome de Down vinculados ao Blog DIS – Diário da Inclusão Social. Local: Espaço Cultural Ivandro Cunha Lima.

O Olhar de Amahl — Resultado do Projeto Painéis Coletivos, da disciplina de Artes Visuais do Centro de Ensino Especial 1 de Brasília, a coleção de quadros foi inspirada na ópera Amahl e os Visitantes da Noite, de Gian Carlo Menotti.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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