sexta-feira, abril 17, 2026

Rússia x Ucrânia: conflito encarece agro, mas ministra diz ter plano B


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Ministra da agricultura, Tereza Cristina
Agência Brasil

Ministra da agricultura, Tereza Cristina

conflito entre Rússia e Ucrânia deve impactar o preço de alimentos pelo mundo e preocupa o governo do presidente Jair Bolsonaro, que teme especulação do mercado com o preço das commodities agrícolas. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no entanto, afirma trabalhar com “planos A e B” para conter a inflação de gêneros alimentícios. As informações são da colunista Mônica Bérgamo, da Folha de São Paulo. 

Os países do leste europeu são grandes exportadores de trigo e milho, além de fertilizantes. O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) prevê que os preços subam com países antevendo uma possível escassez dos produtos, antes mesmo do conflito escalar. 

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O Brasil importa 85% do fertilizante usado nas lavouras do país. A Rússia responde por cerca de 30% do suprimento ao país. A Belarus, nação aliada de Vladimir Putin, por cerca de 20%.

Para solucionar a flata do insumo, além da viagem do presidente Bolsonaro à Rússia, a ministra foi em novembro para o país tentar garantir o fornecimento. 

Como alternativa, ela diz que pode importar potássio, principal elemento dos fertilizantes, o Canadá, de Israel, do Chile, de Omã ou de Marrocos e Irã, para onde também viajou recentemente. 

Além da Rússia o Irã e também é alvo de sanções do sistema financeiro, o que dificulta a negociação entre as nações. 

Além da importação, a exportação de soja, outros grãos e carne para a Rússia e a Ucrânia também é motivo de preocupação. Cristina tem se reunido com integrantes do setor para tentar conter a crise. 

“É preciso tranquilidade e cautela. Temos muitas alternativas, e já estamos estudando todas elas. Temos plano A e plano B”, afirmou a ministra à coluna.

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Pão francês

O conflito também jogou as cotações do trigo para cima no mercado internacional, o que pode afetar o preço do pãozinho, das massas e biscoitos que chegam à mesa dos brasileiros.

Rússia e Ucrânia são responsáveis por 28% do comércio global de trigo. O risco é de diminuição global da oferta desse grão. O Brasil importa cerca de 6 a 7 milhões de toneladas de trigo por ano, o que corresponde a 50% do consumo.

A Rússia ocupa a liderança mundial na exportação de trigo, e a Ucrânia está em quarto lugar. 

Impacto também sobre o milho

Nesse contexto, as margens da indústria devem se reduzir já que os preços da farinha não conseguem acompanhar o ritmo de alta da cotação do trigo.

Enquanto a cotação do cereal em janeiro deste ano subiu 84,6% frente ao mesmo mês do ano passado, o preço da farinha de trigo no Brasil, no mesmo mês, foi corrigido em 59%.

Gasolina pode disparar

O barril do petróleo atingiu o maior valor desde 2014, com isso, a  gasolina, que já está defasada em até 13%, segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), pode subir ainda mais. 

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência no mercado internacional, saltaram mais de 8,42%, cotados a US$ 101,97. Já o petróleo americano WTI (West Texas Intermediate) é cotado a US$ 100,08, refletindo alta de 8,66%. O Brent e o WTI atingiram seu nível mais alto desde agosto e julho de 2014, respectivamente.

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